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Justiça barra homem que tentou mudar nome para se beneficiar da fama política da família no Acre

Por Redação ContilNet

Tribunal de Justiça do Acre publicou editais de convocação para estagiários nesta terça-feira (31) /Foto: Reprodução

A primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre decidiu, por unanimidade, negar o pedido de um homem que buscava alterar seu prenome e sobrenome com o objetivo de se aproveitar da notoriedade política de sua família.

Nos autos do processo, o autor afirmou que seu pai possui grande visibilidade no meio político e que, para dar continuidade a esse legado e usufruir do prestígio familiar, precisava modificar seu registro civil. Em primeira instância, o pedido chegou a ser aceito.

O Ministério Público do Acre (MPAC) recorreu da decisão, argumentando que a alteração do nome no Brasil segue o princípio da imutabilidade relativa, o registro se torna definitivo após a inscrição, salvo em casos excepcionais. Segundo o órgão, o desejo de usar um sobrenome de destaque familiar não constitui “justo motivo” para alteração.

O relator do caso, desembargador Roberto Barros, acompanhou o entendimento do MPAC e votou pela improcedência do pedido. Para o magistrado, a tentativa de alterar o nome tinha caráter político e visava conveniência pessoal, em detrimento da segurança e da estabilidade dos registros públicos.

“Admitir que, a cada mudança de aspirações profissionais ou políticas, o indivíduo possa recorrer ao Poder Judiciário para ajustar seu sobrenome ao que lhe pareça mais vantajoso em determinado contexto social implicaria o esvaziamento da credibilidade, da estabilidade e da perenidade dos registros públicos”, destacou o desembargador em seu voto.

O acórdão foi publicado na edição n.° 7.958 do Diário da Justiça, na última sexta-feira (13), mantendo o registro civil do homem inalterado.

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