A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre decidiu, por unanimidade, manter a condenação de Bruno Rodrigues da Cunha a mais de nove anos de prisão por crimes de roubo e tentativas de estupro cometidos em Rio Branco. O colegiado negou o pedido da defesa, que alegava insuficiência de provas para absolvição.
O réu havia sido sentenciado pelo Juízo da Vara de Delitos de Roubos e Extorsões da capital a 9 anos, 8 meses e 25 dias de reclusão. Com a decisão em segunda instância, a pena foi confirmada e ele segue custodiado.
Conforme os autos, os crimes ocorreram na noite de 1º de junho de 2020. No primeiro episódio, registrado no bairro Alto Alegre, o homem invadiu uma residência onde uma mulher estava com o filho. De acordo com a denúncia, ele utilizou ameaça com arma para exigir dinheiro e celular, além de intimidar a vítima com a intenção de praticar violência sexual. A ação não foi consumada porque outra pessoa chegou ao imóvel, momento em que o suspeito fugiu levando o telefone da vítima.
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Pouco depois, no bairro Tancredo Neves, o acusado teria invadido outra casa. A moradora, mãe de quatro filhos — entre eles um bebê de três meses — relatou ter sido agredida antes que o suspeito deixasse o local com aparelhos celulares e outros objetos.
Bruno Rodrigues foi preso em flagrante por policiais militares. No momento da detenção, segundo o processo, ele estava com um porta-joias pertencente a uma das vítimas. Durante a instrução criminal, também houve reconhecimento por parte das mulheres e confissão do acusado.
Ao analisar o recurso, o relator destacou que o conjunto de provas reunido no processo comprova a autoria e materialidade dos crimes. Em seu voto, afirmou que os elementos apresentados são suficientes para sustentar a condenação, entendimento que foi acompanhado pelos demais desembargadores.

