Um laudo técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontou que o vazamento ocorrido durante a perfuração do poço Morpho, na região da Foz do Amazonas, continha substâncias tóxicas capazes de afetar a fauna marinha. De acordo com o documento, cerca de 18 mil litros de fluido foram liberados no incidente.
Segundo a análise técnica, mesmo em pequenas quantidades, a viscosidade do material pode comprometer funções vitais de organismos marinhos, como respiração e alimentação. O relatório também destaca o risco de eliminação de espécies consideradas essenciais para o equilíbrio do ecossistema, além da possibilidade de desestruturação da cadeia alimentar na região.
LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra momento exato de acidente que matou jovem indígena no interior do Acre
A conclusão do laudo contrasta com declarações anteriores de que o material vazado não apresentaria risco ambiental relevante. O documento reforça a necessidade de monitoramento rigoroso e de maior transparência em operações realizadas em áreas consideradas ambientalmente sensíveis.
A Foz do Amazonas é vista como uma área estratégica e ecologicamente complexa, o que amplia a preocupação sobre impactos de atividades ligadas à exploração de combustíveis fósseis. Especialistas apontam que decisões envolvendo expansão desse tipo de atividade exigem estudos detalhados, dados técnicos consistentes e medidas preventivas capazes de minimizar riscos ambientais.
Clima Info

