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‘Lula acha que Minas é puxadinho do PT’, diz Ben Mendes sobre eleições 2026

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‘Lula acha que Minas é puxadinho do PT’, diz Ben Mendes sobre eleições 2026

Em entrevista exclusiva ao repórter Lucas Tadeu, do BacciNotícias, o jornalista e advogado Ben Mendes, conhecido nacionalmente pelo trabalho na Ronda do Consumidor, detalhou os motivos que o levaram a escolher o recém-criado Partido Missão para sua estreia na disputa pelo Palácio Tiradentes. Durante a conversa, Mendes não poupou críticas ao atual governador Romeu Zema, ao senador Rodrigo Pacheco e ao ex-prefeito Alexandre Kalil, posicionando-se como uma alternativa de direita independente e focada na gestão executiva.

Confira os principais pontos da entrevista:

A aposta no Partido Missão: ideologia sobre conveniência

Ao ser questionado pelo repórter Lucas Tadeu sobre a escolha de uma legenda nova e sem os recursos dos “gigantes” da política, Ben Mendes foi enfático ao dizer que busca coerência, não apenas viabilidade eleitoral.

“Eu fui convidado pela Missão e achei o projeto interessante porque é o único que corresponde ao que espero para o Brasil e o único com um livro de propostas publicado. Enquanto outros têm propostas genéricas, a Missão teve a ousadia de escrever fascículos. Quem se propõe à vida pública tem que pensar no melhor para o estado, e não apenas em tempo de TV. Escolher um partido recente é secundário; o primário é aceitar um projeto que se dispõe a dialogar verdadeiramente com a sociedade.”

O cenário para 2026: “puxadinho do PT” e “Pimentel 2.0”

Mendes não poupou os possíveis adversários, atacando a articulação entre o Governo Federal e o Senado, além de mirar os herdeiros políticos de gestões passadas.

“O Lula está achando que Minas é um puxadinho do PT. Sabe aquela história de pai que fala ‘na volta a gente compra’? É o que ele faz com o Rodrigo Pacheco. O Pacheco queria o STF, o Lula indicou o Messias e agora tenta entregar o governo de Minas como um prêmio de consolação. Mas Minas não é prêmio de consolação para ninguém. Já o Kalil é um Pimentel 2.0; Minas sabe que não quer mais ninguém que seja uma extensão desse projeto. E o Matheus Simões sofre resistência até no funcionalismo por ter desprezado a segurança.”

O fator Nikolas e a base direitista

Sobre a necessidade de apoio da base bolsonarista e a influência do deputado Nikolas Ferreira, Ben Mendes destacou a identidade de direita do seu partido, mas com foco em resultados estaduais.

“A Missão é clara: somos um partido de direita e criticamos duramente a política da esquerda. O eleitor de direita, seja bolsonarista ou não, vai entender que nossas propostas se coadunam com o que ele espera. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e não podemos vacilar. Somos o único projeto que, a quase dez meses do pleito, já lançou um pré-candidato para se submeter ao escrutínio público e garantir que a esquerda não leve desta vez.”

Críticas severas a Zema: segurança “aos cacos”

Embora reconheça que o atual governador “arrumou a casa”, Ben Mendes aponta que o foco de Zema mudou precocemente de Minas para Brasília.

“O grande erro do Zema foi deixar de governar Minas para se preocupar em ser o sucessor de Jair Bolsonaro. Ele tentou se apresentar como nome para a presidência e esqueceu que precisava cuidar daqui. A segurança pública está aos cacos. Recentemente, um delegado do interior precisou ir à rede social do vice-governador implorar por uma viatura caracterizada. Isso é impensável para um governo de direita. Como combater o crime organizado se a delegacia não tem o básico? Zema abandonou o estado por um projeto pessoal.”

Proposta Econômica: auditoria antes do pagamento

Sobre a dívida bilionária de Minas com a União, Mendes propõe uma postura de confronto técnico para proteger o tesouro mineiro.

“A primeira coisa é fazer o que qualquer pessoa faz quando é cobrada: uma auditoria séria. Minas simplesmente acreditou que deve quase 200 bilhões sem conferir centavo por centavo. Se houver indício de irregularidade, vou judicializar para que a cobrança não seja efetivada até que a União prove a dívida. Minas precisa continuar acontecendo; não podemos parar o estado e sacrificar o social por uma dívida que nem sabemos se é real.”

Da Defesa do Consumidor ao Palácio Tiradentes

Lucas Tadeu questionou se o estilo “resolutivo” de seus vídeos no YouTube não colidiria com a lentidão da máquina pública. Ben Mendes defendeu que o cargo executivo dará a ele a “caneta” que hoje ele não possui.

“O governador tem muito mais poder do que um jornalista. Hoje, eu faço mediação; eu tento propostas. No Executivo, você executa. O governador não pode ser alguém isolado no Palácio Tiradentes ou alguém que fica comendo banana com casca na internet para viralizar. Ele tem que ter vontade, levantar da cadeira, ouvir a sociedade e os parlamentares. Se eu já resolvo problemas sem poder de decisão, imagine com a caneta na mão e a disposição que eu já provei que tenho.”

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