Mailza está tendo mais dor de cabeça com partidos do que Alan e Bocalom

Se, por um lado, é bom e importante ter agremiações de peso no projeto, por outro, não dá para escapar da briga sobre quem vai ficar com o quê — e das consequências disso

Mailza está tendo mais dor de cabeça com partidos do que Alan e Bocalom
Mailza Assis/Foto: ContilNet

Todos os pré-candidatos ao Governo estão correndo para fortalecer suas bases e sacramentar suas alianças. Mas a situação tem se apresentado mais difícil para um deles: a vice-governadora Mailza Assis.

Prestes a assumir o comando do Palácio Rio Branco, em abril, a gestora está tendo certa dor de cabeça para conseguir acomodar os partidos em sua base, mais especificamente o MDB, o PL, o PSDB e até o União Brasil, que está em federação com o PP, seu partido.

Se, por um lado, é bom e importante ter agremiações de peso no projeto, por outro, não dá para escapar da briga sobre quem vai ficar com o quê — e das consequências disso. É esse o problema que Mailza está enfrentando, e não há como fugir dele.

MDB

Vamos começar do zero. Desde que o partido lançou o seu próprio desafio para definir quem apoiaria entre os pré-candidatos, a vice-governadora logo manifestou interesse e se colocou à disposição para conversar, mas teve que lidar com as condições impostas pela sigla e por seus medalhões: ter apoio nas chapas proporcionais, um candidato ao Senado pelo partido e participação na construção da chapa majoritária, com indicação do vice. Não é pouca coisa.

Mailza e seu grupo aceitaram as condições e, por conta disso, estão nessas conversas com o MDB para oferecer o que é possível, por enquanto: apoio às chapas proporcionais e, futuramente, se possível, indicação de Jéssica como vice na chapa. Não se sabe se será suficiente para o partido, que tem algumas exigências — e não são poucas.

Mailza em encontro com medalhões do MDB, entre eles o presidente da sigla, Vagner Sales

Mailza em visita à sede do MDB, em outubro de 2025/Foto: Reprodução

PL

Se o MDB quer uma vaga na disputa ao Senado, o PL também quer, sendo essa a prioridade do partido. E só há duas vagas: uma é de Gladson.

Fontes ligadas a Mailza afirmam que o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro tem prioridade nesse caso, sendo a segunda vaga do senador Márcio Bittar, que já está em tratativas com o Progressistas. Quem vai ficar com o quê? Só o futuro dirá.

Mailza e Marcio Bittar

Mailza e Marcio Bittar/Foto: Reprodução

PSDB

No meio dessa confusão, Mailza tem que arranjar espaço para outro partido que também está pressionando e pode sair da base a qualquer momento: o PSDB, que exige, segundo fontes, apoio total à sua chapa de deputado federal. Se isso não acontecer, é bem possível que a sigla deixe a base do Governo e abrace a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom, que está apenas esperando o “sim” do partido para consolidar essa aliança.

Não há espaço para o PSDB nesse sentido, porque a prioridade do Governo é dar esse apoio, no caso das chapas proporcionais, ao MDB e ao União Brasil, que está em federação. Não há espaço para todo mundo.

Mailza e Gladson com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, além de outras lideranças estaduais do partido

Mailza e Gladson com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, além de outras lideranças estaduais do partido/Foto: Reprodução

União Brasil

Mesmo em federação com o União Brasil, Mailza não está livre do imbróglio que surgiu por lá. Eduardo Velloso bateu o pé, disse que é pré-candidato ao Senado e que espera o apoio da vice-governadora ao seu projeto. O médico chegou a afirmar, inclusive, que o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, deu total apoio à sua pré-candidatura, mas ressaltou que Mailza é quem dá o aval. Mais uma missão difícil para a vice e seu grupo.

Velloso diz que recebeu aval de Rueda para disputar o Senado, mas decisão vem de Mailza

Velloso diz que recebeu aval de Rueda para disputar o Senado, mas decisão vem de Mailza/Foto: Reprodução

Tudo vai se resolver

As coisas vão se ajustar, como sempre aconteceu, mas nem todos sairão satisfeitos, e isso é fato. O que a base de Mailza precisa fazer é escolher o caminho da redução de danos: tomar a decisão que cause menos prejuízo.

Bocalom e Alan

Alan e Bocalom não têm esse mesmo problema, pelo menos não com essa magnitude.

Alan está correndo para agregar mais partidos ao seu projeto, e Bocalom faz o mesmo, de forma mais tranquila. Mas nem tudo que parece tranquilo é positivo ou satisfatório, pelo menos a longo prazo. Eleição se ganha fazendo acordos e agregando parcerias.

Vamos esperar o que vem por aí.

PUBLICIDADE

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.