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Mailza terá que escolher entre Bittar, Velloso ou Jéssica para o Senado, mas talvez tenha favorito

Por Matheus Mello

É justamente essa segunda vaga que virou moeda estratégica para consolidar alianças e evitar fissuras.

É justamente essa segunda vaga que virou moeda estratégica para consolidar alianças e evitar fissuras | Foto: Reprodução

A vice-governadora Mailza Assis vai assumir o Palácio Rio Branco em abril, com a saída de Gladson Camelí para disputar o Senado, e já entra no jogo com um desafio que pode definir o rumo da eleição: escolher quem será o segundo nome ao Senado em sua chapa.

Gladson é, até aqui, o único nome certo. Mas o eleitor vai às urnas para eleger dois senadores. É justamente essa segunda vaga que virou moeda estratégica para consolidar alianças e evitar fissuras.

Três nomes estão na mesa.

O primeiro é o do senador Marcio Bittar, do PL. Em Brasília, a costura ventilada é clara: o partido abriria mão da candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo, apoiaria Mailza e ficaria com a segunda vaga ao Senado. Na prática, isso obrigaria Bocalom a buscar outra legenda caso queira manter o projeto de disputar o Palácio Rio Branco.

É um movimento de alto risco. Se der certo, neutraliza um adversário competitivo e amplia o tempo de TV e a estrutura da chapa. Se der errado, pode produzir um racha difícil de administrar.

O segundo nome é o do deputado federal Eduardo Velloso, do União Brasil. A lógica partidária pesa a favor dele. O União Brasil se federalizou com o Progressistas, legenda de Mailza, e no Acre o comando da federação ficou com o PP. Dentro dessa equação, abrir espaço para o UB indicar o segundo senador seria um gesto de equilíbrio interno e de respeito à nova configuração partidária.

Já o terceiro nome é o da ex-deputada Jéssica Sales, que selaria uma aliança com o MDB. Segundo uma fonte próxima à vice-governadora, é o nome que mais agrada a Mailza. Mulher, jovem e com forte presença no Vale do Juruá, segunda região com maior número de eleitores no estado, Jéssica agregaria um componente simbólico e regional relevante à chapa.

E aqui está o ponto central.

A escolha não será apenas sobre quem ocupa a vaga, mas sobre qual desenho eleitoral Mailza quer construir: um acordo nacionalizado com o PL para esvaziar Bocalom, um ajuste federativo com o União Brasil para fortalecer a base interna, ou uma aposta regional e de perfil com o MDB, mirando o Juruá e o eleitorado feminino.

Nos próximos meses, a vice-governadora terá de decidir se prioriza engenharia política em Brasília ou densidade eleitoral no interior. A segunda vaga ao Senado pode parecer detalhe, mas é ela que pode definir o tamanho da coalizão e o grau de dificuldade da disputa pelo governo.

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