Um fato surpreendente marcou a exumação dos integrantes dos Mamonas Assassinas no Cemitério Primaveras, em Guarulhos. Quase três décadas após o trágico acidente na Serra da Cantareira, uma jaqueta utilizada pela equipe da banda foi encontrada em estado impecável sobre o caixão do vocalista Dinho. O procedimento, realizado na última segunda-feira (23/2), visava dar início ao projeto de um memorial sustentável.
Mamonas Assassinas — Foto: Reprodução/Instagram Mamonas Assassinas
A notícia foi confirmada por Jorge Santana, CEO do grupo e primo de Dinho. A peça, que havia sido colocada como uma última homenagem sobre a urna no dia do sepultamento, desafiou o tempo e as condições do solo, permanecendo preservada. Atualmente, o item está sob a guarda do cemitério enquanto a família decide se ele fará parte do acervo do novo memorial.
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Nota de esclarecimento sobre jaqueta encontrada durante exumação — Foto: Reprodução/Instagram
Por que a jaqueta permaneceu intacta?
Especialistas apontam que materiais sintéticos ou couros tratados, dependendo das condições de vedação do jazigo e da ausência de umidade extrema, podem resistir por décadas sem decomposição total.
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Localização: A peça estava sobre o caixão, e não em contato direto com os restos mortais.
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Estado: Jorge Santana descreveu a preservação como “surpreendente”, mantendo as características originais da época.
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Futuro: Há uma forte inclinação para que o objeto seja emoldurado e exposto para os fãs.
O Projeto BioParque Memorial
A exumação dos músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli possui um propósito de renovação. Parte das cinzas resultantes da cremação será integrada a sementes de árvores nativas.
Perpetuando a Alegria
O objetivo central da família e da administração do cemitério é transformar o local de luto em um patrimônio afetivo. “O intuito é perpetuar a memória e proporcionar aos fãs um espaço que conte a história de alegria e determinação dos nossos meninos”, destaca a nota oficial da banda. Mesmo com a criação do jardim, os túmulos originais serão mantidos como pontos de visitação e respeito.
O acidente de março de 1996, que interrompeu a trajetória meteórica do quinteto, continua vivo no imaginário brasileiro. A descoberta da jaqueta intacta de Dinho em 2026 serve como um símbolo físico de que a energia dos Mamonas Assassinas permanece inalterada pelo tempo.
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Capa do disco Utopia com dedicatória de Dinho — Foto: Fábio Tito/G1
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Brasília amarela foi um dos símbolos da banda Mamonas Assassinas — Foto: Fábio Tito/G1
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Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 — Foto: Divulgação
Fonte: G1
Redigido por: ContilNet
