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Na concentração, 6 é D+ promete transformar avenida em manifesto de orgulho periférico

Por Anne Nascimento, ContilNet

o todo, cerca de 500 componentes devem cruzar a avenida, incluindo 80 ritmistas que darão potência à apresentação.

Ainda na concentração, com fantasias sendo ajustadas e a bateria afinando os últimos detalhes, o bloco é 6 é D+ já demonstra que sua passagem pela avenida será marcada por posicionamento e emoção. Com o enredo “Favela ou periferia: a origem não define meu futuro”, o bloco promete um desfile que vai além do entretenimento e assume o tom de manifesto social.

Ao todo, cerca de 500 componentes devem cruzar a avenida, incluindo 80 ritmistas que darão potência à apresentação. A proposta é clara: combater o preconceito e reforçar que talento, foco e oportunidade podem transformar realidades.

“A gente vem trazendo um conceito cultural de que a pessoa que tiver foco, responsabilidade e souber o que quer da vida pode ser qualquer coisa que quiser, independente de onde tenha nascido”, afirmou Cláudio Jansen, ainda na concentração.

O clima é de confiança e entusiasmo. “O astral está lá em cima, a galera está muito empolgada. A comunidade toda nos abraça como sempre. A gente já vem nessa adrenalina desde ontem”, destacou.

Para colocar o projeto na avenida, o bloco investiu aproximadamente R$ 45 mil. As fantasias representam o cotidiano das comunidades e trazem símbolos de educação, cultura, esporte e arte urbana.

Sob a presidência de Maria Auxiliadora, a Dorinha, e com assinatura do carnavalesco Frank Costa, o 6 é Demais se prepara para entrar na avenida defendendo que periferia é potência, cultura e transformação social.

Samba-enredo: “Favela ou periferia: a origem não define meu futuro!”

Olha lá o meu guri, como cresceu
Uma jóia rara, oriundo da favela
Jogando bola ele foi driblando a vida

Pelos caminhos entre becos e vielas
Era só mais um menino a brincar
E no barraco sua mãe sempre a falar

Filho corre que esse mundo é teu
Aproveita… vai conquistar
E no caderno uma vida em construção
Levou seu sonho pro banco da escola

Foi a voz que o preconceito não calou
O orgulho que na vida não enrola
Dancei funk, hip hop quebrei tudo com dj
Nas batalhas fiz as rimas pelos muros grafitei

Mas o estudo… nunca largou
O guri quebrou barreiras hoje ele é doutor
Dancei funk, hip hop quebrei tudo com dj
No pulsar da bateria na batida do tambor
Favela é cultura, é raiz é divinal

6 é d+ é favela… hoje em nosso carnaval!

Letra, música e intérprete: Dida Oliveira

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