Nicole Silveira alcança melhor resultado olímpico do Brasil no gelo

Por AgĂȘncia Brasil 14/02/2026 Ă s 18:11


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A gaĂșcha Nicole Silveira atingiu o melhor resultado olĂ­mpico da histĂłria do Brasil em provas de gelo. Neste sĂĄbado (14), a brasileira concluiu a disputa do skeleton nos Jogos de Inverno das cidades italianas de MilĂŁo e Cortina na 11ÂȘ colocação. SĂŁo duas posiçÔes Ă  frente do que a prĂłpria atleta obteve em 2022, na edição de Pequim, na China.Nicole Silveira alcança melhor resultado olĂ­mpico do Brasil no geloNicole Silveira alcança melhor resultado olĂ­mpico do Brasil no gelo

No skeleton, os atletas encaram uma pista de gelo a bordo de um trenó individual, de bruços e com a cabeça para frente, após largarem de pé. A velocidade pode superar os 140 quilÎmetros por hora (km/h). Ao todo, são quatro descidas, sendo duas em um dia e duas em outro. Vence o competidor com a menor somatória de tempo.

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Ao todo, Nicole cravou o tempo de 3min51s82, ficando a 42 centĂ©simos de um top-10. Na sexta-feira (13), a primeira descida foi feita em 57s93 e a segunda em 57s85. Neste sĂĄbado, a gaĂșcha inicialmente completou o percurso no gelo em 58s11. Na quarta e Ășltima descida, ela repetiu a marca da primeira (57s93).

A medalha de ouro foi para a austríaca Janine Flock, com somatória de 3min49s02. Ela ficou 30 centésimos à frente da alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que levou a prata. Outra competidora da Alemanha, Jacqueline Pfeifer, ficou com o bronze. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, foi a sexta colocada.

Considerando resultados femininos em gelo e neve, o feito de Nicole fica atrĂĄs apenas do nono lugar da carioca Isabel Clark nos Jogos de Turim, na ItĂĄlia, no snowboard cross, em 2006. Este tambĂ©m era o melhor desempenho do paĂ­s em uma OlimpĂ­ada de Inverno atĂ© Lucas Pinheiro Braathen, norueguĂȘs de nascimento, que decidiu representar o Brasil de sua mĂŁe, ser ouro na prova do slalom gigante neste sĂĄbado.

Nicole, de 30 anos, nasceu em Rio Grande (RS), mas se mudou aos sete anos para Calgary, no CanadĂĄ, onde conheceu o skeleton. AlĂ©m de atleta de alto rendimento, a gaĂșcha, que chegou a treinar fisiculturismo, atua como enfermeira. Em 2020, em meio Ă  pandemia da covid-19, ela falou à AgĂȘncia Brasil sobre o dia a dia nos hospitais em que trabalhava Ă  ocasiĂŁo, um deles infantil.

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