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No Acre, Aldo Rabelo diz que vai ao 2º turno na disputa presidencial e critica Lula e Flávio Bolsonaro

Por Everton Damasceno, ContilNet

Lula, Aldo Rebelo e Flávio Bolsonaro

Lula, Aldo Rebelo e Flávio Bolsonaro/Foto: Reprodução

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (25), durante posse do Parlamento Amazônico na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência, Aldo Rebelo, apresentou uma análise crítica sobre o que chama de “desorientação” do processo político brasileiro.

Para Rebelo, o país atravessa um período de desequilíbrio entre os poderes, com uma interferência direta do Poder Judiciário nas decisões eleitorais.

Aldo Rebelo foi enfático ao questionar a hegemonia do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a instituição passou a ditar o rumo das eleições.

“O Brasil vive um processo de desorientação e de uma disputa política que perdeu completamente o rumo e os limites, onde o Poder Judiciário assumiu um protagonismo que nunca teve na história do Brasil. […] Hoje o que é que o Supremo Tribunal Federal faz? Quando precisa tirar o Lula da eleição, prende o Lula. Quando precisa tirar o Bolsonaro, prende o Bolsonaro. Ou seja, as razões de fato pouco importam. O que importa é o protagonismo do Supremo em substituir o processo eleitoral por um processo jurídico sob domínio e hegemonia do STF”, afirmou.

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Para o pré-candidato, o Brasil tornou-se “ingovernável” devido ao peso de corporações, citando também o Ministério Público.

Ao tratar de propostas para a região Norte, Rebelo utilizou o termo “interdição” para descrever os entraves impostos por órgãos ambientais e de fiscalização que, segundo ele, impedem o crescimento de estados como o Acre.

“Não pode haver a interdição do país por órgãos como Ibama, Funai, Ministério Público, Juizado. O Brasil é um país interditado. O Brasil não é um país inviável, o Brasil é um país rico. Vocês têm o exemplo disso aqui no Acre. É um estado promissor, é a fronteira do Brasil com o mundo que está crescendo, que é a Ásia e o Pacífico. Mas o Acre é um estado interditado: ele não tem uma ferrovia”, acrescentou.

Ele relembrou o projeto da Ferrovia Transacriana, idealizado por Euclides da Cunha há mais de um século, e lamentou a falta de infraestrutura básica: “Não tem uma rodovia duplicada. O estado do Acre inteiro tem menos rodovia pavimentada do que alguns municípios de São Paulo”, pontuou.

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Questionado sobre a polarização entre o presidente Lula e nomes ligados ao bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro, Rebelo posicionou-se como uma alternativa viável e segura. Ele refutou a ideia de não chegar ao segundo turno e criticou a falta de propostas dos adversários para limitar o poder do Judiciário.

“Eu apresentei a minha pré-candidatura exatamente porque acho que ela oferece um caminho melhor e mais seguro para a retomada do desenvolvimento do Brasil do que essas outras duas alternativas. Eu não vi nenhuma das outras candidaturas, por exemplo, propor impor limites à ação do Supremo Tribunal Federal”, salientou.

Ao ser provocado sobre um eventual apoio em caso de derrota, Rebelo foi categórico:

“E quem disse que o meu nome não vai estar lá? Eu não trabalho com o ‘se’. O ‘se’ é uma palavra que eu não uso na política. […] Acho que o impossível na política é uma palavra estúpida”, concluiu.

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