Uma nova descoberta paleontológica reacendeu o interesse da comunidade científica sobre os dinossauros aquáticos. Uma expedição realizada no norte da África identificou uma nova espécie de espinossauro, batizada de Spinosaurus mirabilis, que viveu há cerca de 95 milhões de anos.
O achado chama atenção pelo ambiente em que o animal habitava. De acordo com os pesquisadores, o dinossauro viveu a mais de mil quilômetros da costa, em uma região que, naquele período, fazia parte do mar de Tétis um vasto oceano que separava os supercontinentes Laurásia e Gondwana.
Nova espécie de espinossauro viveu no mar de Tétis há 95 milhões de anos, ampliando o conhecimento sobre dinossauros aquáticos/ Foto: Reprodução
Os espinossauros pertencem a um grupo de dinossauros carnívoros adaptados à vida aquática. Eles possuíam focinho alongado, dentes cônicos ideais para capturar peixes e estruturas corporais que indicam habilidade para nadar. O novo fóssil reforça a hipótese de que esses predadores eram altamente especializados em ambientes marinhos e fluviais.
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A presença do Spinosaurus mirabilis em águas tão distantes da costa sugere que esses animais tinham grande capacidade de adaptação e ocupavam nichos ecológicos variados dentro do ecossistema do mar de Tétis.
A descoberta contribui para ampliar o entendimento sobre a diversidade dos espinossauros e sobre a dinâmica ambiental do planeta durante o período Cretáceo, quando a configuração dos continentes e oceanos era bastante diferente da atual.

