Operação de volta para casa é iniciada em Rio Branco e deve beneficiar 39 famílias; confira

Ação coordenada pela Defesa Civil envolve limpeza de bairros, vistorias técnicas e alerta para risco de novos transbordamentos do Rio Acre

A Defesa Civil de Rio Branco iniciou, na manhã desta segunda-feira, 9, a operação de volta para casa das famílias atingidas pelas recentes cheias do Rio Acre. A ação é coordenada pelo tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, com apoio de diversas secretarias da Prefeitura da capital.

Operação de volta para casa é iniciada em Rio Branco e deve beneficiar 39 famílias

Operação de volta para casa é iniciada em Rio Branco e deve beneficiar 39 famílias/Foto: Defesa Civil

Segundo Falcão, a operação começou oficialmente nesta manhã, mas vem sendo preparada desde a semana passada. Entre as ações prévias, foram realizadas a limpeza dos bairros afetados, vistorias de risco estrutural, avaliações de risco e a entrega de materiais de limpeza às famílias, para que pudessem higienizar suas residências antes do retorno.

“Hoje iniciamos a operação de volta para casa, que foi cuidadosamente planejada. Antes disso, fizemos a limpeza dos bairros, as vistorias de risco e entregamos material de limpeza para as famílias”, explicou o coordenador.

Vistorias em bairros afetados com a cheia

Vistorias em bairros afetados com a cheia/Foto: Defesa Civil

Ao todo, 39 famílias devem retornar aos seus lares, o que representa cerca de 115 pessoas e 28 animais de estimação que estavam abrigados no Parque de Exposições durante o período de cheia. Apesar do avanço da operação, a Defesa Civil mantém o estado de atenção.

“O risco de novos transbordamentos é iminente e pode ocorrer a qualquer momento. Se isso acontecer, repetiremos todo o protocolo: retirada das famílias, acolhimento em abrigos e, posteriormente, o retorno para casa”, alertou Falcão.

Além da zona urbana, o trabalho também se estende à área rural do município. A Defesa Civil já prepara ações de ajuda humanitária para reduzir os impactos causados pelas três inundações registradas em menos de 40 dias, que afetaram diretamente a agricultura e a pecuária.

A previsão é concluir a maior parte da operação ainda hoje. No entanto, algumas famílias não poderão retornar imediatamente, pois suas casas apresentam comprometimento estrutural e risco à segurança. Por isso, a desmobilização total dos abrigos pode levar mais alguns dias.

“O máximo de famílias que pudermos levar de volta para casa hoje, nós levaremos. Mas a segurança vem sempre em primeiro lugar”, concluiu o coordenador.

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