Uma homilia realizada no Santuário Nacional de Aparecida, no dia 25 de janeiro, ganhou ampla repercussão nas redes sociais após um padre fazer críticas a políticos e movimentos que, segundo ele, utilizam a religião para justificar ações políticas. O episódio gerou debates sobre o papel da Igreja Católica na esfera pública e os limites da atuação pastoral em temas políticos.
Declarações feitas durante missa no Santuário Nacional reacenderam debate sobre limites entre fé, política e o uso do altar para posicionamentos ideológicos/Foto: Reprodução
Durante a celebração, o sacerdote afirmou que “não adianta querer fazer uma marcha para Brasília” sem a apresentação de projetos concretos voltados ao povo. Em outro momento da homilia, criticou a defesa do armamento civil, declarando que apoiar armas seria “estar a favor da morte”, o que intensificou a repercussão do discurso.
As declarações foram comentadas por canais católicos nas redes sociais, como Católicos de Verdade e Templários Romanos, que levantaram questionamentos sobre a chamada politização do altar. Segundo os comentaristas, embora o clero possa abordar temas sociais e morais, julgar intenções políticas ou militâncias partidárias durante a homilia não é recomendado, conforme orientações do Catecismo da Igreja Católica e dos ensinamentos papais.
O vídeo também evidenciou reações de fiéis que relataram desconforto com o tom político da celebração. Alguns afirmaram sentir-se “abandonados espiritualmente” ou passaram a evitar determinadas missas por perceberem que o espaço religioso estaria assumindo um viés ideológico.
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