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Padre critica marcha ligada a Nikolas Ferreira e defesa de armas durante homilia

Por Redação ContilNet

Uma homilia realizada no Santuário Nacional de Aparecida, no dia 25 de janeiro, ganhou ampla repercussão nas redes sociais após um padre fazer críticas a políticos e movimentos que, segundo ele, utilizam a religião para justificar ações políticas. O episódio gerou debates sobre o papel da Igreja Católica na esfera pública e os limites da atuação pastoral em temas políticos.

Declarações feitas durante missa no Santuário Nacional reacenderam debate sobre limites entre fé, política e o uso do altar para posicionamentos ideológicos/Foto: Reprodução

Durante a celebração, o sacerdote afirmou que “não adianta querer fazer uma marcha para Brasília” sem a apresentação de projetos concretos voltados ao povo. Em outro momento da homilia, criticou a defesa do armamento civil, declarando que apoiar armas seria “estar a favor da morte”, o que intensificou a repercussão do discurso.

As declarações foram comentadas por canais católicos nas redes sociais, como Católicos de Verdade e Templários Romanos, que levantaram questionamentos sobre a chamada politização do altar. Segundo os comentaristas, embora o clero possa abordar temas sociais e morais, julgar intenções políticas ou militâncias partidárias durante a homilia não é recomendado, conforme orientações do Catecismo da Igreja Católica e dos ensinamentos papais.

O vídeo também evidenciou reações de fiéis que relataram desconforto com o tom político da celebração. Alguns afirmaram sentir-se “abandonados espiritualmente” ou passaram a evitar determinadas missas por perceberem que o espaço religioso estaria assumindo um viés ideológico.

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