O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus Ministério de Perus, em São Paulo, fez críticas públicas à escola de samba Acadêmicos de Niterói após o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Durante um culto realizado na segunda-feira (16), o religioso afirmou que integrantes da agremiação “terão câncer na garganta” e que “vão lembrar com quem mexeram”.
VEJA TAMBÉM: Delegada relembra ligação do ex-companheiro antes de matar os próprios filhos: “Meu futuro seria de tristeza e solidão”
Em nova fala na terça-feira (17), Cardoso disse que não iria “responder à provocação”, mas voltou a comentar o caso. Segundo ele, a escola teria “tripudiado da fé” e provocado membros da igreja. O pastor também declarou que “Deus vai responder” e mencionou o que chamou de “supremo tribunal celestial”, ao comparar com instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público.
O alvo das críticas é a Acadêmicos de Niterói, que apresentou enredo em homenagem ao presidente Lula. Uma das alas do desfile fez uma sátira a evangélicos identificados como opositores do governo. O grupo utilizou fantasias com o nome “neoconservadores em conserva”, incluindo a representação de pessoas dentro de uma lata com a imagem de uma família formada por pai, mãe e duas crianças. Após a repercussão, parlamentares da oposição utilizaram a encenação para rebater críticas e divulgaram imagens relacionadas ao desfile nas redes sociais.

