Pastor é atingido na cabeça por bala de pimenta disparada por agentes do ICE durante protesto

Reverendo David Black, que orava pacificamente em frente a uma instalação do Departamento de Imigração dos EUA, agora processa o governo por uso excessivo de força contra manifestantes

Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais e em veículos internacionais mostra um momento que está gerando polêmica nos Estados Unidos: o reverendo David Black, pastor presbiteriano da First Presbyterian Church de Chicago, foi atingido na cabeça por uma bala de pimenta disparada por agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) durante um protesto em frente a uma instalação da agência em Broadview, na região de Chicago.

Pastor é atingido na cabeça por bala de pimenta disparada por agentes

Pastor é atingido na cabeça por bala de pimenta disparada por agentes/Foto: Reprodução

O incidente aconteceu no dia 19 de setembro de 2025, quando Black participava de uma manifestação que protestava contra as políticas de imigração e as práticas de deportação do governo federal. Imagens capturadas por testemunhas mostram o pastor de braços abertos e aparentemente em oração direcionada aos agentes posicionados no telhado da instalação federal. Pouco depois, um dos agentes começa a disparar balas de pimenta contra os manifestantes, e uma delas atinge Black na cabeça.

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Em declaração à imprensa, o reverendo disse que estava orando e convidando os agentes a “arrependimento” quando foi atingido, e que ouviu alguns oficiais rindo após a ação. Ele também afirmou que não houve aviso antes dos disparos e que os manifestantes estavam sendo pacíficos no momento do incidente.

As autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS) alegaram que os manifestantes teriam bloqueado a saída de veículos e criado uma condição de risco para os agentes — justificando o uso de força. No entanto, moradores e participantes do protesto negam as acusações de obstrução e contestam a necessidade de uso de balas de pimenta em um ato que, segundo eles, era pacífico.

Após o ocorrido, Black juntou-se a outros líderes religiosos, jornalistas e manifestantes numa ação judicial contra o governo federal, acusando o ICE de violar direitos constitucionais relacionados à liberdade de expressão e de reunião pacífica. Uma juíza chegou a considerar uma ordem temporária garantindo restrições ao uso de força federal durante protestos no local.

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