Um detalhe aparentemente insignificante teve papel crucial na elucidação do caso Flordelis, que resultou no assassinato do pastor Anderson do Carmo, ocorrido em 2019, em Niterói (RJ). Durante a perícia da arma usada no crime, especialistas encontraram um pelo pubiano em uma das partes mais sensíveis da pistola — evidência que se tornaria decisiva para desmontar versões apresentadas ao longo da investigação.
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O homicídio chocou o país não apenas pela brutalidade, mas pela complexidade do enredo envolvendo a então deputada federal Flordelis e membros da própria família. Desde o início, surgiram contradições nos depoimentos, tentativas de despistar a polícia e versões que não se sustentavam diante das provas técnicas.
De acordo com o perito Diego Lameirão, o pelo pubiano encontrado no ferrolho da pistola passou por um protocolo rigoroso de análise pericial, seguindo padrões adotados em investigações criminais no Brasil. O primeiro passo foi a coleta cuidadosa do vestígio, feita com pinça esterilizada, para evitar qualquer tipo de contaminação externa.
Após a coleta, o material foi lacrado e encaminhado ao laboratório de genética forense, onde os peritos verificaram se o pelo continha células aderidas à haste. Mesmo quando o pelo não apresenta raiz, é comum que existam fragmentos microscópicos de pele, chamados de células epiteliais, que permanecem presos à sua superfície.
Essas células foram então submetidas a um processo de extração de DNA, no qual substâncias químicas rompem as membranas celulares para liberar o material genético. Em seguida, os técnicos realizaram a amplificação do DNA, etapa que multiplica milhões de vezes pequenas quantidades genéticas, tornando possível a análise mesmo a partir de vestígios mínimos.
Perfil genético do material encontrado na arma
Com o DNA amplificado, os peritos traçaram o perfil genético do material encontrado na arma. Esse perfil funciona como uma identidade biológica e foi comparado com o DNA de referência do suspeito, obtido a partir de amostras previamente coletadas, como saliva ou sangue.
A comparação revelou compatibilidade genética, indicando que o pelo pertencia a Flávio dos Santos Rodrigues. Além da identificação, o local onde o vestígio foi encontrado teve peso decisivo: o ferrolho da pistola é uma área que entra em contato direto com a mão de quem dispara, reforçando a conclusão de que o suspeito manuseou a arma no momento do crime.
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