Com a cheia do Rio Acre, diversas famílias têm sido retiradas de suas casas e levadas ao abrigo montado pela Prefeitura de Rio Branco, no Parque de Exposições Wildy Viana. Com o nível do manancial em 15,44 metros, de acordo com a medição das 15h desta segunda-feira (2), mais de 12 mil pessoas já estão afetadas.
Sob coordenação da Defesa Civil de Rio Branco, as equipes têm trabalhado para garantir assistência às famílias, ainda sem o apoio do governo federal. De acordo com dados do órgão, 30 bairros e 23 comunidades rurais foram impactados pela cheia.
O tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal, destacou que, apesar da situação crítica, até o momento os recursos do governo federal ainda não foram liberados, segundo informações da Prefeitura de Rio Branco.
“O decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito Tião Bocalom no dia 29 de dezembro e publicado no mesmo dia. No entanto, o apoio financeiro do governo federal ainda não chegou”, disse. “Apesar da falta de recursos federais, a Prefeitura de Rio Branco tem cumprido sua responsabilidade e continuará oferecendo toda a assistência necessária às famílias”, continuou Falcão.
Até a tarde desta segunda-feira (2), 89 pessoas estão abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana, sendo 30 famílias e 19 animais domésticos. Das 12 mil pessoas afetadas com a cheia das águas do Rio Acre, 7 mil são da zona urbana e 5 mil da zona rural.
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Situação de emergência
Em 29 de dezembro, durante a segunda cheia de 2025, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decidiu prorrogar por mais um ano o decreto de situação de emergência, publicado ainda na primeira enchente no início do ano, em razão dos impactos decorrentes das cheias do rio Acre.
