Uma série de relatos sobre um suposto sequestro e tentativas de sequestros tem provocado clima de medo entre os moradores de Acrelândia, no interior do Acre, na noite desta segunda-feira (23). As informações, que passaram a circular principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, aumentaram a sensação de insegurança na cidade, justamente no período de início do ano letivo de 2026.
De acordo com moradores, no último fim de semana um jovem teria sido sequestrado e mantido em um suposto cativeiro. Para conseguir a liberação da vítima, a família teria pago cerca de R$ 16 mil. O caso se espalhou rapidamente pelo município e gerou grande repercussão entre os munícipes, que passaram a redobrar os cuidados ao sair de casa.
Outra situação que reforçou o alerta foi a publicação de uma mulher nas redes sociais relatando uma tentativa de sequestro da própria filha. Segundo o relato, um veículo modelo Fiat Uno, de cor branca, com dois homens no interior, teria se aproximado da criança. A ação só não foi consumada porque a mãe percebeu a movimentação, correu e conseguiu colocar a filha para dentro de casa.

Mensagens nas redes sociais espalham alerta entre moradores/ Foto: Cedida
“Gente, tomem muito cuidado. Tem um Fiat Uno branco com dois caras, um forte e barbudo. Tentou pegar minha filha, só não pegou porque eu estava olhando. Quando vi que ele abriu a porta e queria pegar ela, corri e puxei ela. Eles deram a volta e saíram olhando. Tomem cuidado com seus filhos”, escreveu a mulher em uma postagem.
O clima de tensão se intensifica com o início das aulas da rede pública e particular. Muitas famílias precisam permitir que os filhos se desloquem sozinhos até a escola, o que aumenta a preocupação dos pais e responsáveis diante dos relatos que circulam na cidade.
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Em grupos de mensagens, moradores têm compartilhado orientações e alertas, pedindo atenção redobrada nos horários de entrada e saída das escolas. Alguns pais afirmam que passaram a acompanhar os filhos diariamente ou organizar grupos para que as crianças caminhem juntas.
Até o momento, não há confirmação oficial por parte das autoridades policiais sobre os casos divulgados nas redes sociais. A recomendação é que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente à Polícia Militar para que as denúncias sejam apuradas e as medidas cabíveis sejam adotadas.
A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda um posicionamento das forças de segurança sobre as ações que devem ser realizadas para garantir a tranquilidade da população durante o início do ano letivo.
