“Se a pessoa está sofrendo, ela vai querer ir ao Carnaval?”. Foi com esse questionamento que a defesa dos jogadores do Vasco da Gama-AC investigados por suposto estupro coletivo voltou a se manifestar sobre o caso nesta quinta-feira (19), enquanto tenta reverter as prisões decretadas pela Justiça.
Em entrevista ao ContilNet, ainda nesta quinta-feira (19), o advogado, que representa parte dos investigados, afirmou que já apresentou à promotoria um vídeo em que uma das denunciantes teria publicado nas redes sociais, na segunda-feira (16), que gostaria de ter ido ao Carnaval do Tucumã no domingo (15). Segundo a defesa, o suposto caso teria ocorrido na madrugada de sábado (14).
“O suposto crime ocorreu na madrugada de sábado [14], na segunda-feira [16], uma das supostas vítimas estava nas redes sociais dizendo que gostaria de ter ido ao Carnaval do Tucumã, no domingo [15]. Ora, se a pessoa está sofrendo, ela vai querer ir ao Carnaval?”, questionou.
Ainda segundo o advogado, na avaliação da defesa, uma vítima de violência sexual apresentaria abalo psicológico prolongado. “Pelo menos um, dois ou três meses. Ela não quer ir ao Carnaval, então, não tem lógica a questão do estupro”, disse. A defesa reiterou que vai ingressar com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça para tentar revogar as prisões temporárias e sustenta que não há provas nos autos que comprovem a participação dos jogadores em qualquer ato de violência.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), e as autoridades ainda não se manifestaram sobre as novas declarações apresentadas pela defesa.
Relembre o caso
Quatro integrantes do elenco da Associação Desportiva Vasco da Gama estão sendo investigados após uma mulher denunciar ter sido vítima de um estupro coletivo dentro das dependências do alojamento oficial da equipe. O episódio teria ocorrido na última sexta-feira (13).
De acordo com as informações preliminares, a vítima teria se deslocado até o local para um encontro consensual com um dos jogadores. No entanto, o relato aponta que, ao chegar ao destino, ela foi conduzida de forma coercitiva para um dormitório onde os demais atletas aguardavam.

