Síndico isentou taxa de condomínio após morte de Daiane Alves: “Regalia”

Em áudio enviado a moradores, Cleber Rosa reclamou de falta de reconhecimento pelo "bônus" dias antes de ser preso

Novos detalhes sobre o comportamento de Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, trazem contornos ainda mais perturbadores ao caso da corretora Daiane Alves. Dias após o assassinato da mulher, o síndico — que confessou o crime em 28 de janeiro — enviou um áudio aos moradores do prédio em Caldas Novas (GO) informando que havia isentado a taxa de condomínio de dezembro como uma “regalia”.

Na gravação, Cleber demonstra irritação pela falta de agradecimento dos condôminos pelo “bônus” concedido. “Eu isentei os proprietários como uma regalia para começar o ano com essa taxa a menos. Não teve comentário. Agora, coisas negativas muita gente se atenta”, questionou o síndico no áudio.

Síndico isentou taxa de condomínio após morte de corretora: “Regalia”. Ouça áudio

Reprodução

Tentativa de abafar “fofocas” sobre o crime

No mesmo período, antes de assumir a autoria do homicídio, Cleber tentou desvincular o condomínio do desaparecimento de Daiane Alves. Ele chegou a remover moradores de grupos de mensagens, classificando as buscas por informações como “fofoca” e “contaminação”.

“Não tem prova nenhuma de que essa pessoa desapareceu do prédio. Ninguém pode afirmar isso. Estão atribuindo ao prédio uma responsabilidade que ele não tem”, afirmou o síndico na ocasião.

A investigação da Polícia Civil, no entanto, revelou que a disputa pela administração de apartamentos no edifício era o motivo central do conflito entre Cleber e a família de Daiane, resultando em um histórico de brigas judiciais.

Desfecho e sepultamento de Daiane Alves

Daiane Alves foi vista pela última vez em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para verificar a energia elétrica. Após 43 dias de buscas, o síndico indicou o local onde ocultou o corpo, em uma área de mata em Ipameri. O laudo confirmou que a corretora foi morta com um tiro na cabeça.

Cleber e seu filho, Maicon Douglas, permanecem presos. O corpo de Daiane foi identificado por DNA dentário e sepultado nesta quarta-feira (4/2), em Uberlândia (MG), cidade onde reside sua família. A polícia aguarda perícias complementares para encerrar a reconstrução da dinâmica do crime.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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