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Após pressão de indígenas, governo recua e revoga decreto de hidrovias na Amazônia

Por Redação

Ministra Sônia Guajajara anuncia revogação de decreto de hidrovias na Amazônia.

Boulos e Sônia Guajajara em convenção nacional do PSOL em 2018 — Foto: Reprodução/GloboNews

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (23/2) a revogação do decreto presidencial que incluía três importantes hidrovias da Amazônia no Programa Nacional de Desestatização. A medida é uma resposta direta à mobilização de cerca de 14 etnias indígenas, que há mais de um mês realizavam protestos contra o que chamam de “privatização dos rios”.

A decisão foi consolidada após uma reunião no Palácio do Planalto entre os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) com lideranças do movimento. O recuo do governo interrompe planos de concessão que afetariam diretamente os rios Madeira, Tocantins e Tapajós.

Hidrovias que deixam o programa de concessão

O decreto agora revogado previa estudos e futuras concessões para os seguintes trechos:

Segundo a ministra Sônia Guajajara, a revogação levou em conta o compromisso firmado na COP30 e a necessidade de respeitar a Convenção 169 da OIT, que exige a consulta prévia e informada aos povos tradicionais antes de qualquer obra em seus territórios.

Vitória do Movimento Indígena

A pressão se intensificou após indígenas ocuparem as instalações da empresa Cargill em Santarém, no oeste do Pará. O movimento denunciou que os editais de dragagem e concessão ignoravam os impactos ambientais e sociais sobre ribeirinhos, quilombolas e comunidades nativas.

Autoridade Posicionamento Oficial
Sônia Guajajara Ressaltou a questão humanitária e o respeito aos tratados internacionais.
Guilherme Boulos Destacou que as preocupações dos povos da floresta foram decisivas.
Lideranças Indígenas Mantiveram 33 dias de ocupação em condições precárias até o recuo.

O ministro Guilherme Boulos afirmou que o governo reconheceu os riscos logísticos e ambientais apontados pelas lideranças. Com o anúncio de hoje, os protestos devem ser desmobilizados, marcando uma vitória histórica para as comunidades amazônicas no início de 2026.

Fonte: G1

Redigido por: ContilNet

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