Três Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no Brasil

Por AgĂŞncia Brasil 04/02/2026 Ă s 09:06


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O governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançam nesta quarta-feira (4) o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio.Três Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no BrasilTrês Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no Brasil

A iniciativa prevê atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil.

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O acordo reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

Será lançada ainda uma campanha orientada pelo conceito Todos Juntos por Todas, convocando toda a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência.

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Objetivos

Dentre os objetivos do pacto está acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar agressores, combatendo a impunidade.

O acordo prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violência digital contra mulheres.

A estratégia inclui ainda o site TodosPorTodas.br, que vai reunir informações sobre o pacto, divulgar ações previstas, apresentar canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres, além de estimular o engajamento de instituições públicas, empresas privadas e da sociedade civil.

A plataforma vai disponibilizar um guia para download, com informações sobre os diferentes tipos de violência, políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma comunicação responsável, alinhada ao compromisso de salvar vidas.

ComitĂŞ

O pacto também prevê a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O colegiado vai reunir representantes dos Três Poderes, com participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência.

Pelo Executivo, integram o comitê a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais e os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública.

NĂşmeros

Dados do sistema judiciário mostram que, em 2025, a Justiça brasileira julgou em média 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos – alta de 17% em relação ao ano anterior.

No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 medidas por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, registrou média de 425 denúncias por dia, em 2025.

Confira, a seguir, as principais mudanças previstas pelo governo com o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio:

  • medidas protetivas mais rápidas e que funcionem de verdade – menos tempo entre a denĂşncia e a proteção efetiva da mulher. A ideia Ă© que decisões judiciais, polĂ­cia, assistĂŞncia social e rede de acolhimento passem a agir de forma coordenada, sem empurra-empurra;
  • TrĂŞs Poderes olhando para o mesmo caso – Executivo, Legislativo e Judiciário, alĂ©m de ĂłrgĂŁos de controle, compartilham informações e acompanham os casos de forma integrada, desde o pedido de ajuda atĂ© o desfecho, reduzindo falhas que hoje colocam mulheres em risco;
  • mais prevenção antes da violĂŞncia virar morte – campanhas permanentes, educação para direitos, capacitação de agentes pĂşblicos e ações para mudar a cultura de violĂŞncia – envolvendo, inclusive, homens como parte da solução;
  • agressores responsabilizados com mais rapidez – processos mais cĂ©leres, menos impunidade e respostas mais firmes a quem descumpre medidas protetivas ou comete violĂŞncia;
  • atenção especial a quem corre mais risco – foco em mulheres negras, indĂ­genas, quilombolas, perifĂ©ricas, do campo, com deficiĂŞncia, jovens, idosas e moradoras de áreas remotas ou em maior vulnerabilidade;
  • resposta a novas formas de violĂŞncia – enfrentamento da violĂŞncia digital, como perseguição, ameaças e exposição online, que muitas vezes antecedem agressões fĂ­sicas;
  • cobrança pĂşblica de resultados – relatĂłrios periĂłdicos, metas e prestação de contas.

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