O primeiro vidé do Carnaval 2026 em Cayenne terminou com o tradicional “Simin Kalòt”, prática que, à primeira vista, pode parecer uma briga, mas faz parte do ritual de encerramento da festa.
No Guiana Francesa, o vidé é um dos momentos mais aguardados do Carnaval. A celebração reúne multidões que seguem músicos pelas ruas nas primeiras horas do dia, em cortejos marcados por dança, música e forte participação popular.
O chamado “Simin Kalòt” ocorre ao fim do percurso e simboliza a explosão final de energia antes da dispersão dos foliões. Trata-se de um empurra-empurra coletivo e eufórico, no qual, segundo os próprios participantes, “só entra quem quer”. Não há caráter de confronto real, mas sim uma dinâmica tradicional da festividade.
Imagens do encerramento circularam nas redes sociais e despertaram curiosidade de internautas, principalmente pela intensidade do momento final.
A prática também passou a ser comentada no Brasil após o surgimento de blocos inspirados na dinâmica, em que participantes reproduzem a interação como parte da brincadeira carnavalesca.
Apesar da aparência mais intensa, o “Simin Kalòt” é reconhecido localmente como expressão cultural e integra o calendário festivo da região, encerrando o vidé com uma marca registrada de identidade e celebração coletiva.
