Você já parou para pensar de onde vêm os cabelos usados em mega hair e extensões que circulam no mercado da beleza? Por trás de muitos fios comercializados internacionalmente, existem histórias que raramente ganham visibilidade.
Em países economicamente vulneráveis, crianças, adolescentes e mulheres têm seus cabelos retirados em contextos marcados por pressão social, constrangimento, exploração econômica e, em alguns casos, violação de direitos humanos. Em determinadas regiões, o viés religioso também é utilizado como justificativa — o que levanta um questionamento inevitável: até onde vai o limite da prática religiosa quando há sofrimento humano envolvido?
O cabelo, que para muitas mulheres representa identidade, dignidade e força, acaba se tornando moeda de troca em cenários de desigualdade extrema, pobreza estrutural e ausência de escolhas reais.
Reprodução
Falar sobre beleza sem falar sobre ética é fechar os olhos para essa realidade.
Responsabilidade no mercado da beleza
Profissionais conscientes precisam ir além da estética e se perguntar:
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Qual é a origem dos fios?
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Como funciona a cadeia de produção?
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Quais condições humanas estão envolvidas?
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Existe responsabilidade social nesse processo?
✨ Beleza que ignora o sofrimento de outros corpos não é beleza — é consumo sem consciência.
O vídeo que circula nas redes e motivou este debate levanta justamente essa reflexão: quem usa mega hair costuma questionar de onde vêm os cabelos? Ou a estética tem falado mais alto que a ética?
Construir uma beleza mais humana, transparente e responsável é um caminho que envolve informação, escolha e posicionamento.
E você, já tinha pensado nisso?
Fonte: Redes Sociais
✍️ Redigido por ContilNet
