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Wagner Moura critica apagamento histórico e relaciona eleição de Bolsonaro à Lei da Anistia

Por Redação, ContilNet

O ator Wagner Moura voltou a defender a importância da memória histórica brasileira ao comentar o cenário político recente do país. Em entrevista divulgada na sexta-feira (6), ele relacionou a eleição de Jair Bolsonaro à forma como o Brasil lidou com o passado autoritário, especialmente após a ditadura militar.

Wagner Moura/ Foto: Reprodução

Segundo Moura, diferentemente dos líderes do regime militar, Bolsonaro chegou ao poder por meio do voto, dentro de um processo democrático. Ainda assim, o ator alertou que a eleição não pode ser analisada isoladamente, sem considerar o contexto histórico e a ausência de responsabilização por crimes cometidos durante o período autoritário.

Para o artista, a Lei da Anistia de 1979 teve papel central nesse processo ao perdoar torturadores e agentes envolvidos em assassinatos e violações de direitos humanos. Ele avalia que essa decisão enfraqueceu a memória coletiva e contribuiu para a normalização de discursos e práticas contrárias à democracia.

Wagner Moura afirmou que a falta de punição aos responsáveis pelos crimes da ditadura ajudou a criar um ambiente político permissivo, no qual ideias autoritárias passaram a circular com menos resistência. Para ele, esse cenário teve impacto direto no processo que levou Bolsonaro à Presidência.

O ator também destacou que o Brasil vive um momento de transição, no qual começa a enfrentar de forma mais direta seu passado. Segundo Moura, a responsabilização de militares que atentaram contra a democracia representa um avanço no resgate da memória histórica.

Na avaliação dele, esse movimento pode contribuir para que as novas gerações tenham uma visão mais crítica da história do país, compreendendo os erros cometidos e valorizando conquistas democráticas. Moura defende que lembrar é fundamental para evitar retrocessos e fortalecer os direitos humanos.

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