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71% rejeitam taxa mínima maior para entregas por app, diz Quaest

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71% rejeitam taxa mínima maior para entregas por app, diz Quaest

Proposta do governo eleva corrida mínima para R$ 10, mas maioria vê alta de preços e impacto maior sobre os mais pobres

Caio César

18/03/2026 11h25

Atualizado 31 minutos atrás

Entregador do iFood (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A maioria dos brasileiros é contra a proposta do governo que tenta implementar uma taxa mínima de cobrança para entregas feitas por aplicativos. Segundo pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira (17), 71% dos entrevistados desaprovam a medida.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou na quarta-feira (11) a proposta do governo federal para garantir uma remuneração mínima por corrida para entregadores de aplicativos.

Pela proposta, o valor mínimo subiria de R$ 7,50 para R$ 10, com acréscimo de R$ 2,50 por cada quilômetro excedente rodado em corridas que ultrapassem um raio de 4 quilômetros.

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A proposta do governo diverge da relatoria do projeto, que segue na Câmara sob responsabilidade do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). O parlamentar já indicou que pretende manter em R$ 8,50 o valor mínimo cobrado no país para entregas.

Segundo o levantamento, 78% dos entrevistados acreditam que essa mudança levaria a um aumento de preços nos pedidos de entrega. Outros 17% acham que o valor ficaria igual, enquanto 5% creem que o custo vai diminuir.

Além do aumento de preço, 86% acreditam que essa mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres, ante 14% que acham que a medida afetará apenas os mais ricos.

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Questionados se estariam dispostos a pagar mais pelas entregas de aplicativos caso a proposta seja aprovada e os valores subam, 29% disseram que sim, enquanto 71% afirmaram que não pagariam o novo valor.

A pesquisa Quaest, realizada em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes, ouviu 1.031 pessoas entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Caio César

Fonte: InfoMoney

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