A história política do Brasil é marcada por lutas e conquistas, e o estado do Acre ocupa um lugar de destaque quando o assunto é o pioneirismo feminino. Em um levantamento recente publicado pelo portal Uol, sobre as primeiras mulheres eleitas no país, o papel de duas acreanas foi fundamental para reescrever a narrativa da representatividade nos espaços de poder: Laélia Alcântara e Iolanda Fleming.
Ambas, em suas respectivas trajetórias, abriram caminhos e se tornaram símbolos de resistência e superação de barreiras de gênero e raça.
Laélia Alcântara, médica por formação e engajada nas causas sociais, inscreveu seu nome na história em 1981. Ela foi a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira no Senado Federal, representando o Acre pelo PMDB.
Radicada no Acre desde o início da década de 1950, Laélia nasceu em Salvador e se formou em Medicina no Estado do Rio/Foto: Reprodução
Sua chegada ao cargo ocorreu como suplente de Adalberto Sena, e ela exerceu o mandato de março a julho daquele ano, após o afastamento do titular. Mesmo com uma passagem breve pela casa, sua presença foi um marco, simbolizando a inserção da mulher negra em um dos espaços mais elitizados e masculinizados da República.
Pouco depois, em 1982, o Acre voltaria a ser palco de um acontecimento histórico. Iolanda Fleming foi eleita vice-governadora na chapa de Nabor Júnior, também pelo PMDB.
A singularidade de sua trajetória se consolidou quando ela assumiu o cargo principal do executivo acreano, tornando-se a primeira mulher a governar um estado em todo o Brasil. Iolanda ocupou a chefia do executivo por quase um ano, após a saída do titular para concorrer a uma vaga no Senado, quebrando um jejum histórico de comando masculino nos governos estaduais.
Iolanda e Laelia são lembradas na reportagem do UOL por conta do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8).

