Embora a Amazônia Legal tenha registrado o menor índice de desmatamento para o mês de fevereiro dos últimos oito anos, o Acre continua em uma posição desconfortável. Dados divulgados pelo Imazon apontam que o estado ainda figura entre os três com os maiores índices de derrubada da floresta, ao lado do Pará e do Amazonas.
A tendência geral na região é de queda acentuada. No recorte de fevereiro de 2026, a Amazônia apresentou uma redução de 42% no desmatamento em comparação ao mesmo mês de 2025. A área devastada caiu de 119 km² para 69 km², o número mais baixo registrado desde 2017. Entretanto, o protagonismo negativo do Acre no acumulado do calendário do desmatamento (agosto a julho) mantém as autoridades ambientais em alerta.
Cenário Regional e Degradação
No acumulado do atual período, a Amazônia soma 1.264 km² de área desmatada, uma redução significativa de 41% frente aos 2.129 km² do ciclo anterior. Outro dado positivo para a região foi a queda na degradação florestal: em fevereiro, foram registrados apenas 13 km² de áreas degradadas, um recuo de 93% em relação ao ano passado.
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Mesmo com a melhora nos indicadores globais da Amazônia Legal, o fato de o Acre permanecer no “top 3” do desmatamento reforça a necessidade de intensificar a fiscalização em solo acreano. O estado acompanha a sequência de sete meses consecutivos de redução na região, mas a densidade da derrubada em território local ainda é considerada alta pelos pesquisadores do Imazon.

