O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), nesta quarta-feira (25), que indica outros cenários da educação do Brasil, como saúde sexual dos estudantes das escolas públicas e privadas do país.
O Estado do Acre aparece como segundo colocado quando o índice filtra adolescentes que já tiveram relação sexual, com 40,5%, atrás apenas do Amazonas, com 40,6%. No extremo oposto do ranking está a Paraíba, com 25,6%. O percentual inclui adolescentes de 13 a 17 anos que tiveram relação sexual alguma vez.
Percentual dos adolescentes que já tiveram relação sexual alguma vez/Foto: Folha de S. Paulo com dados do IBGE
Quando se trata de adolescentes que já foram forçados a ter relação sexual, a pesquisa aponta que o Acre ocupa o 5º lugar, com 11,4%. O percentual inclui estudantes de 13 a 17 anos que alguma vez na vida alguém ameaçou, intimidou ou obrigou a ter relações sexuais ou qualquer outro ato sexual contra a sua vontade.
Percentual dos estudantes que já foram forçados a fazer sexo/Foto: Folha de S. Paulo com dados do IBGE
Em todo o Brasil, os adolescentes homens iniciam a vida sexual antes das mulheres. Segundo os dados do IBGE de 2024, 34,1% dos homens afirmam que tivera relação sexual alguma vez, já as mulheres são 26,8%. O percentual são de adolescentes de 13 a 17 anos.
“Apesar de não haver uma idade pré-estabelecida ou mais apropriada para a iniciação sexual, pois essa é uma escolha individual, podendo ser influenciada por diversos fatores, sejam eles sociais, culturais, econômicos, religiosos ou outros”, diz o IBGE.
Segundo a pesquisa, 38,2% dos adolescentes do Acre tiveram a primeira relação sexual com 13 anos ou menos. O índice está acima da média nacional, de 36,8%.
“A análise do perfil etário na iniciação sexual é um aspecto importante também para a orientação de políticas públicas e ações educacionais. À medida que a idade avança mais adolescentes iniciam a vida sexual. Em relação ao indicador de idade média dos estudantes que iniciaram a vida sexual, do ponto de vista estatístico os resultados de 2024 praticamente não mudaram em relação a 2019”, afirma o estudo.

