O estado do Acre utilizou menos de 20% dos recursos federais destinados a políticas de combate à violência contra a mulher entre 2023 e 2025. No período, foram repassados cerca de R$ 12 milhões, mas menos de R$ 2,4 milhões foram efetivamente aplicados em ações voltadas à área.
A informação consta em um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), apresentado nesta sexta-feira (6) durante reunião com a Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher).
Acre executa menos de 20% de verba contra violência/ Foto: Reprodução
O levantamento também avaliou o funcionamento da rede de atendimento e proteção às mulheres e apontou baixa adesão na utilização dos recursos encaminhados para assistência às vítimas de violência.
De acordo com os dados analisados, baseados em informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Acre recebeu R$ 3,8 milhões em 2023, dos quais R$ 1,3 milhão foram executados.
Em 2024, o repasse federal foi de mais de R$ 4,5 milhões, porém apenas R$ 112 mil foram gastos. Já em 2025, o valor transferido chegou a R$ 4,6 milhões, mas o estado executou pouco mais de R$ 60 mil.
Acre executa menos de 20% de verba contra violência/ Foto: Reprodução
O relatório foi apresentado durante uma auditoria nacional solicitada pelo Ministério das Mulheres, que analisa o funcionamento da rede de atendimento às vítimas de violência em diferentes estados.
Os dados surgem em um contexto de preocupação com a violência contra mulheres no estado. Em 2025, o Acre registrou 14 casos de feminicídio, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, alcançando a maior taxa proporcional do país, estimada em 1,58 caso por 100 mil habitantes.
LEIA TAMBÉM:
Influenciadora conta como saiu do Acre para morar nos EUA e revela que já foi decidida a não voltar
Moradores constroem ponte por conta própria em comunidade rural no interior do Acre
Cobra atravessa via urbana e chama atenção de motoristas em Rio Branco; veja vídeo
Em comparação com 2024, quando foram registrados oito feminicídios, houve aumento de 75% nos casos no estado. O número também repete os maiores registros da série histórica dos últimos dez anos, já observados em 2016 e 2018, que também tiveram 14 ocorrências cada.

