Adriana Araújo rompe o silêncio sobre saída da Record: “Situação traumática”
A jornalista foi demitida da Record em 2021 após divergências com a direção da emissora sobre a linha editorial, especialmente durante a cobertura da pandemia
Guilherme Giagio
18/03/2026 às 17:05
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Adriana Araújo comandava o “Jornal da Record”. (Reprodução/Record)
A jornalista Adriana Araújo relembrou detalhes da saída da Record, em 2021, em meio à pandemia da Covid-19. Em entrevista ao podcast “Desculpa Alguma Coisa”, do Canal UOL, a atual âncora do “Jornal da Band” classificou a demissão como “traumática”. De acordo com o relato, ela foi obrigada a seguir a linha editorial da emissora sobre a pandemia, mas discordava de algumas questões.
“Uma situação bastante traumática para mim. Eu apresentava o ‘Jornal da Record’ quando veio a pandemia e uma sequência de omissões graves, na minha opinião, começou a acontecer. Eu tinha que obrigatoriamente cumprir a linha editorial e seguir as ordens, mas internamente questionei algumas situações muito graves”, iniciou.
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Segundo Adriana, ela já esperava que a situação lhe causaria dificuldades. A gota d’água para a jornalista ocorreu durante o “colapso” do sistema de saúde de Manaus (AM), em meio aos novos casos da doença, em abril daquele ano. A produção do telejornal, entretanto, optou por ignorar o caso, e ela precisou anunciar uma reportagem sobre a reeducação alimentar de macacos.
“É aquela cena das retroescavadeiras abrindo as valas para empilhar os corpos, porque eles estavam dentro dos banheiros dos hospitais ou em caminhões frigoríficos na porta dos hospitais. E naquele dia, embora tivéssemos todas as informações e as imagens, fui obrigada a sentar na bancada e noticiar uma reportagem sobre a reeducação alimentar de macacos, porque eles estavam sofrendo pelos turistas não estarem levando comidas em um parque de Goiânia”, lamentou a jornalista.
Adriana Araújo contou que, como apontavam rumores da época, de fato teve uma crise de choro após o telejornal: “Saí aos prantos da bancada naquele dia. Cumpri o que tinha que ser cumprido e, internamente, me posicionei; acho que falei que achava aquilo criminoso. Aquilo me provocou um sofrimento muito grande, porque eu tinha ordens para cumprir”.
“É muito sofrido, você sabendo o que vinha pela frente e que veio. Aquilo era o começo da pandemia, havia poucas mortes no país. Nós chegamos a 700 mil mortes”, finalizou.
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Fonte: Portal Leo Dias