O preço da lata da castanha tem registrado uma queda significativa em Sena Madureira, município que se destaca como um dos principais polos produtores do produto no Acre. Atualmente, a lata está sendo comercializada por cerca de R$ 60, valor que representa menos da metade do pico alcançado neste ano, quando chegou a R$ 150.
A redução no preço está diretamente ligada à grande safra registrada neste início de ano. Com a produção em alta, cresce também o número de trabalhadores envolvidos na coleta, aumentando a oferta do produto no mercado e pressionando os preços para baixo. Para muitas famílias da zona rural, a castanha-do-brasil continua sendo uma das principais fontes de renda durante o período de safra. Mesmo diante da desvalorização, os extrativistas seguem firmes no trabalho, já que a atividade ainda representa uma alternativa importante de sustento.
No entanto, o cenário preocupa. Com o preço em queda, o esforço para coleta precisa ser maior para garantir o mesmo retorno financeiro de meses anteriores. Em alguns casos, o custo com transporte e logística também pesa no bolso dos produtores, reduzindo ainda mais a margem de lucro.
Especialistas apontam que a oscilação de preços é comum no período de safra, mas reforçam a necessidade de políticas públicas que possam garantir maior estabilidade ao setor, como incentivo ao beneficiamento local e abertura de novos mercados.
Enquanto isso, nos seringais e colocações da região, o trabalho segue intenso. Homens e mulheres continuam enfrentando longas jornadas na mata, na esperança de que, mesmo com preços mais baixos, a safra ainda traga algum alívio financeiro para suas famílias.

