Mais do que um prédio revitalizado, a reabertura da Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, marca uma nova fase para a cultura e a política ambiental no Acre. Com investimento de R$ 4.459.001,53, o espaço agora também abriga o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) e ganha nova dinâmica de uso, com foco em participação social, memória e sustentabilidade.
A entrega da reforma da Biblioteca da Floresta, realizada nesta segunda-feira (23), reuniu autoridades e representantes de diversos setores para marcar a retomada de um dos espaços mais emblemáticos da capital acreana.
Biblioteca da Floresta reabre focada em cultura e políticas ambientais | Foto: ContilNet
Além da estrutura renovada, o local passa a sediar o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), responsável por coordenar políticas públicas voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.
Segundo a presidente do IMC, Jaksilande Araújo, a mudança vai além da conquista de um espaço físico. “É um momento de muita alegria e um legado que o governo do Estado deixa. O instituto é guardião do CISA, que é o sistema de incentivo a serviços ambientais, com uma governança que envolve ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares e povos indígenas”, destacou.
A inauguração contou com a presença do governador Gladson Camelí | Foto: ContilNet
Ela também ressaltou que a nova sede oferece melhores condições para reuniões e deliberações, fortalecendo a participação dos atores que fazem parte da política ambiental no estado.
Para o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, a Biblioteca da Floresta representa muito mais que um equipamento cultural. “Esse espaço é um símbolo da Amazônia e da identidade do povo acreano. Aqui estão registradas a nossa história, cultura e os ciclos que marcaram o estado, como o da borracha”, afirmou.
O local reúne exposições sobre povos originários, biodiversidade e obras de artistas regionais, como Darlan Melo, considerado um dos principais nomes das artes plásticas do Acre.
Com a reabertura, a proposta é ampliar o acesso da população. A biblioteca deve funcionar também aos fins de semana e feriados, com possibilidade de horários estendidos conforme a programação cultural.

