Artista acreano ganha registro histórico e obras batem R$ 10 milhões no mercado internacional

A conquista de Chico da Silva ganhou reportagem especial no jornal Folha de S. Paulo

Obra do artista Chico da Silva
Obra do artista Chico da Silva/Foto: Reprodução Divulgação

O mercado de arte volta seus olhos com intensidade para o legado de Chico da Silva. O artista, nascido no Acre e, portanto, orgulhosamente acreano, está prestes a ganhar um registro definitivo de sua trajetória: o seu catálogo raisonné começará a ser produzido ainda este ano. A iniciativa, que visa organizar sua vasta produção iniciada após sua mudança para Fortaleza, busca trazer ordem e segurança ao mercado de colecionismo.

Embora radicado no Ceará, onde viveu por décadas, a sensibilidade de Silva mantém raízes em uma estética inconfundível. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o pintor é amplamente reconhecido pelo seu “traço delicado em composições de apelo surrealista, de peixes, pássaros, dragões, águas-vivas e outros seres lisérgicos”.

Obras do artista acreano já integram acervos de peso pelo planeta/Foto: Reprodução

Obras do artista acreano já integram acervos de peso pelo planeta/Foto: Reprodução

Essa assinatura visual, descrita como “verdadeiras explosões de cor”, tem atraído instituições de prestígio global. Hoje, as obras do talentoso acreano figuram em acervos como a Tate Modern, em Londres, e o Museo del Barrio, em Nova York, consolidando sua importância na arte contemporânea mundial.

A organização do catálogo raisonné ficará sob responsabilidade da Kura, consultoria de Camila Yunes Guarita. O objetivo principal é mapear as cerca de 3.000 obras estimadas do artista e estabelecer um filtro rigoroso de autenticidade através de um comitê de especialistas.

A medida é urgente, visto que o valor de mercado do artista disparou. De acordo com a Folha de S.Paulo: “os valores de seus trabalhos hoje vão de US$ 10 mil a US$ 300 mil, seu recorde em leilão, ou de R$ 52,5 mil a R$ 10,5 milhões”.

Essa valorização acentuada gerou, inclusive, disputas entre galerias por sua representação e tensões familiares entre herdeiros. Atualmente, a representação oficial de Chico da Silva é dividida entre a galeria paulistana Galatea e a americana David Kordansky.

Projeção internacional

Enquanto o catálogo entra em produção, a arte de Chico da Silva ganha uma mostra individual na Nottingham Contemporary, no Reino Unido, reafirmando a força da produção artística que saiu do Norte do Brasil para conquistar as maiores capitais do mundo.

PUBLICIDADE

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.