O Bradesco encerrou as atividades de sua agência em Sena Madureira no último dia 22. Com a medida, clientes que dependem de atendimento presencial passam a ter que se deslocar até Rio Branco, a cerca de 140 quilômetros, para resolver serviços bancários.
O fechamento foi informado por meio de um cartaz fixado na porta da unidade, sem explicações sobre os motivos da decisão. A falta de esclarecimentos gerou preocupação entre os moradores, especialmente entre os idosos aposentados, que representam grande parte dos clientes no município. Muitos desses usuários dependem do saque presencial de benefícios e relatam dificuldades no uso de aplicativos e serviços digitais, o que torna a alternativa online pouco acessível.
Além do impacto direto na vida dos clientes, o encerramento das atividades também levanta preocupações sobre a economia local. Com a redução da circulação de dinheiro na cidade, comerciantes podem sentir queda nas vendas, principalmente em períodos de pagamento de aposentadorias e benefícios sociais.
Outro problema apontado pela população é o custo e o desgaste da viagem até a capital. Para parte dos moradores, o deslocamento até Rio Branco implica gastos com transporte e alimentação, além de longas horas de estrada, dificultando ainda mais o acesso a serviços essenciais.
Diante da situação, moradores cobram posicionamento do banco e sugerem medidas que possam amenizar os impactos, como a instalação de caixas eletrônicos, ampliação de correspondentes bancários ou a manutenção de algum tipo de atendimento presencial no município.
O caso reacende o debate sobre inclusão digital e acesso a serviços bancários no interior da Amazônia, onde limitações de conectividade ainda dificultam a adaptação de parte da população às soluções digitais.
