Brasil tem menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos, diz Unicef

Por AgĂȘncia Brasil 17/03/2026


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O relatĂłrio NĂ­veis e TendĂȘncias da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas NaçÔes Unidas, aponta que o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crianças abaixo dos cinco anos dos Ășltimos 34 anos.ebcebc

Segundo o Fundo das NaçÔes Unidas para a InfĂąncia (Unicef), um conjunto de polĂ­ticas adotadas pelo paĂ­s tĂȘm diminuĂ­do as mortes prevenĂ­veis de crianças, em consonĂąncia com a tendĂȘncia global. 

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Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recĂ©m-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o nĂșmero caiu para sete a cada mil.

O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversårio. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.

Entre as polĂ­ticas pĂșblicas citadas para este resultado, estĂĄ o Programa SaĂșde da FamĂ­lia, o Programa de Agentes ComunitĂĄrios de SaĂșde, a PolĂ­tica Nacional de Atenção BĂĄsica e a expansĂŁo da rede pĂșblica de saĂșde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saĂșde de mĂŁes, bebĂȘs e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizaçÔes internacionais, como o prĂłprio Unicef.

“Estamos falando de milhares de bebĂȘs e crianças que nĂŁo sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saĂșde e chegar atĂ© a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de SaĂșde e Nutrição do Unicef no Brasil.

“E essa mudança foi possĂ­vel porque o Brasil escolheu investir em polĂ­ticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo Ă  amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços histĂłricos das Ășltimas dĂ©cadas e alcançando aqueles nos quais essas polĂ­ticas ainda nĂŁo chegam como deveriam”, enfatiza.

Apesar dos avanços, o Brasil tambĂ©m viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na Ășltima dĂ©cada, em linha com a tendĂȘncia global.

Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Jå entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.

O levantamento mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, hå pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.  

Adolescentes e jovens

O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhÔes de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.

No Brasil, no mesmo ano, a violĂȘncia foi responsĂĄvel por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças nĂŁo transmissĂ­veis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trĂąnsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).

Entre meninas na mesma faixa etĂĄria, doenças nĂŁo transmissĂ­veis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissĂ­veis (17%), pela violĂȘncia (12%) e pelo suicĂ­dio (10%).

RecomendaçÔes 

Citando apontamentos do relatĂłrio, o Unicef reforça que as evidĂȘncias mostram que investimentos em saĂșde infantil estĂŁo entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.

IntervençÔes comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saĂșde qualificados na gestação, parto e pĂłs-parto, dĂŁo alguns dos maiores retornos em saĂșde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos pĂșblicos futuros.

Cada US$ 1 investido na sobrevivĂȘncia infantil pode gerar atĂ© US$ 20 em benefĂ­cios sociais e econĂŽmicos, aponta a entidade. 

O relatĂłrio global foi feito pelo Grupo Interagencial das OrganizaçÔes NaçÔes Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da SaĂșde (ONU) e Departamento Assuntos EconĂŽmicos e Sociais (Desa/ONU).

Fonte: Agencia Brasil

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