A história do casal Keyti Kety Souza e Jorge Souza, cafeicultores da Reserva Extrativista Chico Mendes, é um exemplo de empreendimentos que nasceram durante a pandemia de Covid-19. Foi nesse cenário que eles decidiram apostar em algo novo para eles: o plantio de café em uma área de extrativismo.
Mesmo sem experiência prévia, o casal contou com o apoio técnico do Governo do Acre para recuperar espaços degradados dentro da reserva. O resultado foi o nascimento do café especial “Raízes da Floresta“, um grão do tipo Robusta Amazônico que carrega a identidade e o aroma da floresta acreana.
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“Eu nunca tinha visto uma lavoura de café, eu nem sabia como era. Seu Vanderlei de Lara nos recebeu, junto com a sua família, ele nos conduziu nesse primeiro momento, como manejar essa muda. Em janeiro de 2021 a gente plantou as primeiras mudas de café aqui na Reserva. Queria muito que o nome do nosso café levasse um pouco da nossa identidade e que levasse um pouco o peso da nossa responsabilidade tanto ambiental como social, então nasceu o Raízes da Floresta”, disse Keyti.

Keyti Kety Souza e Jorge Souza são proprietários da marca de café Raízes da Floresta/Foto: Alice Leão/Secom
O que começou como uma necessidade familiar rapidamente ganhou escala. O café levado para grandes exposições, como a Semana Internacional do Café em Belo Horizonte (MG), e ultrapassou fronteiras, chegando a mercados como o da Itália.
Além do sucesso comercial, o projeto tem um forte impacto social local. Jorge destaca que eles são os primeiros produtores do Acre credenciados a fornecer café para a merenda escolar, uma iniciativa promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).
Para os produtores, o café é mais que um produto: é um legado de respeito pela natureza e de conexão com as raízes da região.
