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Câmara dos EUA rejeita resolução sobre poderes de guerra e apoia Trump contra Irã

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Câmara dos EUA rejeita resolução sobre poderes de guerra e apoia Trump contra Irã

A Câmara dos ⁠Deputados dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira um esforço ⁠para interromper a guerra aérea do presidente Donald Trump contra o Irã ‌e exigir que quaisquer hostilidades sejam autorizadas pelo Congresso, dando aval à campanha militar do presidente republicano no sexto dia do conflito em expansão.

O placar de 219 ‌votos a 212 seguiu em grande parte as orientações partidárias na Câmara, onde os correligionários de Trump controlam uma estreita maioria de assentos. Dois republicanos votaram a favor da resolução e quatro democratas votaram contra.

Aqueles contrários à resolução acusaram os democratas de levar a questão à votação apenas porque se opõem a Trump, colocando os norte-americanos ⁠em ‌maior risco.

‘Todos nós sabemos que não estaríamos aqui hoje se o nome do ⁠presidente não fosse Donald Trump’, disse o deputado Rick Crawford, do Arizona, presidente republicano do Comitê de Inteligência da Câmara, durante o debate na quarta-feira.

Os patrocinadores da resolução a descreveram como uma tentativa de retomar a prerrogativa do Congresso de autorizar a guerra, conforme previsto na Constituição dos EUA.

EUA e ​Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado, em um conflito que já matou mais de 1.000 pessoas, incluindo pelo menos seis militares norte-americanos, e causou ​danos e instabilidade em todo o Oriente Médio.

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Defensores da resolução argumentaram que a exigência para que Trump vá ao Congresso obter uma autorização de guerra o forçaria a explicar aos norte-americanos por que os EUA estão lutando e como isso pode terminar.

‘Esta é uma guerra de escolha, lançada por este governo sem autorização, ‌sem objetivos claramente declarados ou um final definido, e ​sem explicar como eles pretendem manter os norte-americanos seguros’, disse o deputado Gregory Meeks, de Nova York, principal democrata do Comitê de Relações Exteriores.

Pouco antes da votação da resolução, membros da Câmara de ⁠ambos os partidos aprovaram por ​esmagadora maioria uma medida ‘Reafirmando ​que o Irã continua sendo o maior patrocinador estatal do terrorismo.’

A votação não teria interrompido o conflito, ⁠mesmo que a Câmara tivesse votado a favor.

Para ​entrar em vigor, a resolução também teria que ser aprovada pelo Senado e obter a maioria de dois terços necessária para anular o veto esperado de Trump.

Também controlado por uma ​estreita margem pelo partido de Trump, o Senado apoiou sua campanha militar contra o Irã em uma votação na quarta-feira, votando para bloquear ​uma resolução bipartidária semelhante ⁠à da Câmara.

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As votações desta semana não encerram a discussão. A Resolução de Poderes de Guerra de 1973, ⁠que prevê as votações dessas resoluções, determina que um presidente só pode envolver os militares em um conflito armado quando o Congresso tiver declarado guerra ou fornecido autoridade específica ou em resposta a um ataque.

Trump e os republicanos argumentaram que o Irã representava uma ‘ameaça iminente’, de modo que suas ações estão de acordo com essa lei.

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