Coronel apagou mensagens no celular de Gisele enquanto ela agonizava

Perícia da Polícia Técnico-Científica de São Paulo desmente versão de suicídio

Por Redação ContilNet 27/03/2026 às 10:12

Uma anĂĄlise minuciosa da PolĂ­cia TĂ©cnico-CientĂ­fica de SĂŁo Paulo trouxe detalhes estarrecedores sobre os Ășltimos momentos da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Segundo o inquĂ©rito policial, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, teria apagado mensagens do celular da esposa enquanto ela ainda agonizava apĂłs ser baleada na cabeça.

A cronologia dos registros telefĂŽnicos aponta que o WhatsApp da vĂ­tima foi acessado Ă s 8h do dia 18 de fevereiro, exatos 32 minutos apĂłs o disparo ouvido por vizinhos e instantes antes do coronel acionar o socorro.

De acordo com o portal MetrĂłpoles, a perĂ­cia conseguiu recuperar as conversas deletadas, que agora servem como prova crucial para desmentir a tese de suicĂ­dio sustentada pelo oficial.

Mensagens recuperadas e fraude processual

O relatório concluído nesta quarta-feira (25/3) revela que o indiciado tentou manipular a narrativa do crime para se colocar como o interessado na separação, quando, na verdade, os diålogos mostram o oposto.

  • Desejo de DivĂłrcio: Horas antes de ser morta, Gisele Alves Santana escreveu que concordava com o fim do casamento: “Tem todo o direito de pedir o divĂłrcio [
] Pode entrar com o pedido essa semana”.

  • Manuseio do Aparelho: O aviso de “visto por Ășltimo” Ă s 08h00 reforça que o celular foi usado apĂłs o tiro. A investigação aponta que o coronel apagou os diĂĄlogos para sustentar que a esposa nĂŁo aceitava o divĂłrcio e teria se matado por isso.

  • Provas de Medo: Antes do crime, Gisele enviou ĂĄudios a uma amiga afirmando que “acreditava que nĂŁo iria viver por muito tempo”, evidenciando o clima de ameaça em que vivia.

Resumo do inquérito: caso Gisele Alves Santana (2026)

Confira os dados da investigação que levaram à prisão do oficial:

Detalhe da Investigação Informação Oficial
VĂ­tima Soldado PM Gisele Alves Santana
Suspeito Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto
Data do Crime 18 de fevereiro de 2026
Cusa da Morte Ferimento por arma de fogo na cabeça
Crimes Investigados FeminicĂ­dio e fraude processual
Status do Suspeito Preso desde 18 de março (São José dos Campos)

A prisĂŁo de Geraldo Rosa Neto ocorreu exatamente um mĂȘs apĂłs o crime, apĂłs laudos periciais descartarem qualquer possibilidade de suicĂ­dio e apontarem indĂ­cios claros de alteração na cena do apartamento no centro de SĂŁo Paulo. Segundo o MetrĂłpoles, o uso da arma do prĂłprio coronel e o lapso temporal entre o disparo e o pedido de socorro sĂŁo pontos centrais que sustentam a acusação de feminicĂ­dio. Com a recuperação das mensagens, a PolĂ­cia Civil agora possui provas documentais de que o suspeito mentiu deliberadamente para incriminar a prĂłpria vĂ­tima pela sua morte, enquanto tentava apagar os rastros de uma relação jĂĄ marcada por abusos e medo.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.