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Coronel apagou mensagens no celular de Gisele enquanto ela agonizava

Por Redação ContilNet

Reprodução/Polícia Civil

Uma análise minuciosa da Polícia Técnico-Científica de São Paulo trouxe detalhes estarrecedores sobre os últimos momentos da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Segundo o inquérito policial, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, teria apagado mensagens do celular da esposa enquanto ela ainda agonizava após ser baleada na cabeça.

A cronologia dos registros telefônicos aponta que o WhatsApp da vítima foi acessado às 8h do dia 18 de fevereiro, exatos 32 minutos após o disparo ouvido por vizinhos e instantes antes do coronel acionar o socorro.

De acordo com o portal Metrópoles, a perícia conseguiu recuperar as conversas deletadas, que agora servem como prova crucial para desmentir a tese de suicídio sustentada pelo oficial.

Mensagens recuperadas e fraude processual

O relatório concluído nesta quarta-feira (25/3) revela que o indiciado tentou manipular a narrativa do crime para se colocar como o interessado na separação, quando, na verdade, os diálogos mostram o oposto.

Resumo do inquérito: caso Gisele Alves Santana (2026)

Confira os dados da investigação que levaram à prisão do oficial:

Detalhe da Investigação Informação Oficial
Vítima Soldado PM Gisele Alves Santana
Suspeito Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto
Data do Crime 18 de fevereiro de 2026
Cusa da Morte Ferimento por arma de fogo na cabeça
Crimes Investigados Feminicídio e fraude processual
Status do Suspeito Preso desde 18 de março (São José dos Campos)

A prisão de Geraldo Rosa Neto ocorreu exatamente um mês após o crime, após laudos periciais descartarem qualquer possibilidade de suicídio e apontarem indícios claros de alteração na cena do apartamento no centro de São Paulo. Segundo o Metrópoles, o uso da arma do próprio coronel e o lapso temporal entre o disparo e o pedido de socorro são pontos centrais que sustentam a acusação de feminicídio. Com a recuperação das mensagens, a Polícia Civil agora possui provas documentais de que o suspeito mentiu deliberadamente para incriminar a própria vítima pela sua morte, enquanto tentava apagar os rastros de uma relação já marcada por abusos e medo.

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