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Cotada para vice de Haddad, Marina resiste e insiste em desejo pelo Senado

Por Suene Almeida, ContilNet

Cotada na chapa de Haddad, Marina mantém foco no Senado

Cotada na chapa de Haddad, Marina mantém foco no Senado | Foto: Reprodução

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou ao centro das articulações políticas para as eleições em São Paulo, mas ainda sem um destino definido na disputa. Embora seja apontada como possível candidata a vice-governadora em uma chapa liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aliados afirmam que ela resiste à ideia e mantém o desejo de disputar uma vaga no Senado.

Dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), o nome da ministra enfrenta resistência para a corrida ao Senado. Parte das lideranças avalia que Marina teria dificuldades eleitorais principalmente fora da capital paulista e defende um candidato com perfil mais moderado, capaz de dialogar com prefeitos, empresários e ampliar o confronto político com o governador Tarcísio de Freitas, que deve buscar a reeleição.

Diante desse cenário, dirigentes petistas passaram a considerar Marina como uma opção estratégica para a vice na chapa estadual. A avaliação é que sua presença poderia ampliar o alcance da campanha entre mulheres, eleitores evangélicos e pautas ambientais, agregando novos públicos ao projeto político de Haddad. Mesmo assim, segundo pessoas próximas, a ministra segue firme na intenção de concorrer ao Senado e evita assumir compromisso com a vaga de vice.

Enquanto a definição não acontece, a indefinição também interfere nos planos partidários de Marina. Fundadora da Rede Sustentabilidade, ela avalia mudar de legenda após enfrentar dificuldades internas. De acordo com aliados, ao menos seis partidos já apresentaram convite, incluindo PT, PSOL e PSB, e a decisão deve ser tomada em diálogo com Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscando equilíbrio entre os partidos aliados.

Essa não é a primeira vez que Marina aparece como possível vice em São Paulo. Em 2022, ela também foi cogitada para ocupar o posto, mas decidiu disputar a Câmara dos Deputados, sendo eleita com mais de 237 mil votos, uma das maiores votações do estado. Antes disso, construiu longa trajetória no PT, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiada por quase três décadas, período em que também exerceu mandato como senadora pelo Acre.

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