Danilo Gentili vira alvo de processo após divulgar produto em rede social

Comediante afirma não ter relação com vendas e acusa autor de tentar "enriquecimento indevido" por aborrecimento

Danilo Gentili vira alvo de processo após divulgar produto em rede social
processo teve início em janeiro e envolve a compra de capinhas de celular que custaram aproximadamente R$ 200 ao consumidor// Foto: Reprodução

O apresentador Danilo Gentili está enfrentando uma batalha judicial após realizar uma ação publicitária em suas redes sociais. O caso, que veio à tona recentemente, envolve a divulgação de acessórios para celulares da marca Banks. Um seguidor, identificado como Felipe Derossi, decidiu levar o comunicador e a empresa aos tribunais após uma experiência de compra negativa.

De acordo com o processo, Derossi afirma que adquiriu capinhas de celular influenciado pela credibilidade de Gentili, que promoveu os itens em seu Instagram. O consumidor relata ter desembolsado cerca de R$ 200 pelos produtos, mas alega que a mercadoria jamais foi entregue em sua residência. Diante do prejuízo, o autor da ação exige não apenas o estorno do valor pago, mas também uma indenização por danos morais fixada em R$ 10 mil.

A Resposta de Danilo Gentili

A defesa do apresentador apresentou contestação no último dia 13 de março, negando qualquer responsabilidade direta sobre a logística de vendas da marca. No documento, Gentili argumenta que sua participação limitou-se à divulgação publicitária e que não houve “publicidade enganosa”, uma vez que não existiu a intenção (dolo) de prejudicar os consumidores.

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O artista ressaltou ainda que possui uma carreira consolidada e que não colocaria sua reputação em risco para induzir seguidores ao erro. Para os advogados do apresentador, falhas na entrega de produtos configuram “aborrecimentos cotidianos” e não lesões aos direitos de personalidade que justifiquem uma indenização vultosa.

Acusação de Enriquecimento Indevido

Um dos pontos mais contundentes da defesa de Gentili classifica o pedido de Felipe Derossi como uma tentativa de utilizar o sistema judiciário como “instrumento para enriquecer indevidamente”. O apresentador sustenta que um atraso ou falta de entrega de um acessório de baixo valor não deveria ser transformado em uma disputa por danos morais de R$ 10 mil.

O caso segue em tramitação e levanta novamente o debate sobre a responsabilidade solidária de influenciadores e celebridades sobre os produtos e empresas que decidem anunciar em seus canais oficiais.

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