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“Delegada do PCC” e namorado têm prisão preventiva decretada

Por Redação ContilNet

Reprodução/Redes Sociais

A Justiça de São Paulo decretou, nesta terça-feira (17/03), a prisão preventiva da delegada recém-empossada Layla Lima Ayub e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido no mundo do crime como “Dedel”.

Ambos já se encontravam sob custódia, e a nova decisão converte a prisão temporária em preventiva, garantindo a manutenção da detenção enquanto o processo avança.

O casal foi alvo da Operação Serpens, deflagrada em janeiro pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Jardel é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte do país, com forte atuação no estado do Pará.

Com informações do Metrópoles.

Infiltração e contradições

O caso chocou a opinião pública pela audácia dos envolvidos. Layla tomou posse como delegada em dezembro e, na ocasião, Jardel chegou a comparecer à Academia de Polícia (Acadepol) para prestigiar a namorada. As investigações, no entanto, apontam que Layla teria advogado para membros do Comando Vermelho (CV) mesmo após assumir o cargo público, o que fere gravemente o estatuto da advocacia e decisões do STF.

Apesar de ter prestado serviços à facção rival, o MPSP afirma que o vínculo pessoal de Layla com Jardel a conectava diretamente aos interesses do PCC. A suspeita é de que o cargo na Polícia Civil seria utilizado para facilitar as operações da facção paulista.

Hístorico criminal

Jardel Neto possui uma ficha extensa. Preso em 2021 por liderar a expansão do PCC no Norte  região historicamente dominada pelo CV,  ele chegou a progredir para o regime semiaberto, mas fugiu em 2023. De acordo com as investigações, ele deixou a cidade de Marabá (PA) ilegalmente para morar em São Paulo com a delegada.

Com a decretação da preventiva, a Justiça busca evitar que os investigados interfiram na colheita de provas ou fujam. O casal agora responde por tráfico de drogas, associação criminosa e prevaricação, em um dos casos de infiltração mais graves registrados na segurança pública paulista recentemente.

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