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Dia Internacional da Mulher destaca histórias de luta e superação em Cruzeiro do Sul

Por José Halif, ContilNet

Dia Internacional da Mulher destaca histórias de luta e superação em Cruzeiro do Sul

Histórias de mulheres de Cruzeiro do Sul retratam superação, fé e luta por independência/ Foto: ContilNet

Neste Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, histórias de força, superação e dedicação ajudam a retratar a realidade de muitas mulheres acreanas. Em Cruzeiro do Sul, diferentes trajetórias mostram como o trabalho, a fé e a persistência marcam a vida de mulheres que enfrentam desafios e constroem suas próprias conquistas.

A empreendedora Margarete Maria do Nascimento, de 60 anos, é um exemplo de determinação. Atualmente trabalhando com produção familiar, ela afirma que o trabalho sempre foi a base de sua independência e dignidade.

“Como mulher, eu me sinto uma guerreira e uma vencedora. A minha luta como empreendedora e na produção familiar é muito boa. A gente vive do nosso trabalho e isso já é o suficiente. Só precisamos de mais apoio do poder público para abrir portas e facilitar mais as coisas para quem trabalha”, destacou.

Muito conhecida no mercado onde atua, Margarete conta que o ambiente de trabalho acabou se tornando uma extensão da própria família.

“Eu me sinto uma heroína, uma mãe de família vencedora pelos filhos que tenho, pela minha família e pelos amigos aqui do mercado. Aqui todo mundo é como uma família. Quando a gente não vem trabalhar, todo mundo sente falta”, relatou.

Antes de se tornar empreendedora, ela também dedicou grande parte da vida ao serviço público. Foram 27 anos trabalhando no Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e mais três anos no Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

“Hoje trabalho por minha conta e ganho até mais do que quando trabalhava para o governo. Não me arrependo de nada. Tudo que fiz na vida foi com esforço e graças a Deus fui vencedora”, afirmou.

Outra história marcada por perseverança é a de Maria Jurgleid do Santo Lima, conhecida como Juju. Moradora antiga de Cruzeiro do Sul, ela compartilhou sua gratidão pela vida construída como mãe e trabalhadora.

“Eu quero agradecer a todas as mulheres daqui de Cruzeiro do Sul e do mundo inteiro. Como mãe, a minha vida é uma maravilha. Tenho filhos maravilhosos, obedientes, e como guerreira eu só tenho a agradecer a Deus e também à população de Cruzeiro do Sul, que sempre me ajudou comprando os meus produtos. Eu amo a minha cidade”, disse.

Juju também destacou as mudanças nas oportunidades para as mulheres ao longo dos anos.

“Antigamente a mulher tinha que ser só dona de casa. Hoje é diferente. Hoje temos mulheres ministras, mulheres que trabalham em outras cidades e até em outros países. A mulher pode assumir uma empresa, cuidar dos filhos e ainda trabalhar. Eu sou uma dessas mulheres”, afirmou.

Histórias de mulheres de Cruzeiro do Sul retratam superação, fé e luta por independência/ Foto: ContilNet

Filha de agricultores e também agricultora durante grande parte da vida, ela lembra das dificuldades enfrentadas no campo.

“Sempre fui agricultora, filha de agricultor. E ser agricultor no Acre não é fácil. Existe muita burocracia para vender o produto e antigamente a educação nas comunidades era muito precária. Hoje melhorou muito, mas ainda precisa melhorar mais”, relatou.

Outra história que chama atenção é a de Fabiana Augusta da Silva, de 33 anos, que vive em situação de rua desde os 13 anos de idade. Mesmo enfrentando inúmeras dificuldades, ela compartilhou uma mensagem de esperança e reflexão.

“Aqui, muitas delas são muito diferentes. Diferente da minha pessoa e diferente do que eu penso… Porque eu penso em muita coisa ainda, elas não”, comentou.

Histórias de mulheres de Cruzeiro do Sul retratam superação, fé e luta por independência/ Foto: ContilNet

Mesmo com uma trajetória marcada por perdas e privações, Fabiana fez questão de deixar uma mensagem neste Dia da Mulher.

“Como hoje é o Dia das Mulheres, eu desejo pra todas as mulheres um feliz Dia das Mulheres. Que Deus esteja com elas onde elas estiverem”, disse.

Órfã de pai e mãe, Fabiana conta que perdeu os dois sem poder se despedir pessoalmente. Apesar das dores acumuladas ao longo da vida, ela mantém um sonho que nasceu ainda na juventude.

“Meu sonho mesmo era ser uma dançarina de palco”, revelou.

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As histórias dessas mulheres refletem diferentes realidades, mas têm algo em comum: a força feminina que resiste às dificuldades e segue construindo caminhos com coragem e esperança.

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