O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, assinou, nesta segunda-feira (30), a ordem de serviço para a compra da usina de termoplástico do projeto Acre Recicla Rio Branco. A iniciativa tem investimento de cerca de R$ 4,5 milhões.
O projeto prevê o reaproveitamento de materiais como garrafas PET, sacolas plásticas, isopor e outros resíduos sólidos, que passarão a ser transformados em novos produtos, como tábuas e peças feitas da chamada ‘madeira plástica’.
Em coletiva de imprensa, o prefeito Tião Bocalom, destacou que o cuidado com o meio ambiente começa em casa. “Se você não cuidar direito da sua cama, do seu quarto, vai ter barata, vai ter rato, vai ter tudo quanto é traça, portanto, você vai ter doença. Então, quando o meio ambiente estiver sadio, evidentemente que a saúde das pessoas é muito maior. Eu sempre parti por esse caminho, sempre me viram como um desmatador, como aquele que queria acabar com o meio ambiente, mas ao longo da nossa gestão, nós provamos tudo ao contrário, nós temos soluções para manter o meio ambiente, o meio ambiente cada dia mais saudável”, disse.
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Bocalom relembrou ações e projetos da gestão que cuidam do meio ambiente.
“Mecanizamos mais de 4 mil hectares, deixou de queimar, deixou de derrubar áreas novas, deixou de ter fumaça na cidade, nos últimos 30 anos, a cidade foi o ano que menos teve fumaça. A questão também da mecanização fez com que evitasse o desmatamento, que as pessoas começam a ganhar dinheiro em pequenas áreas, e não precisa continuar derrubando para botar boi, que consome muita área, e isso daqui é apenas uma sequência do trabalho nosso ambiental, que nunca foi feito nessa prefeitura, aliás nem o governo de Estado nunca fez trabalho ambiental”, disse.
O prefeito afirmou que o projeto vai ter render dinheiro para a prefeitura. “Hoje a prefeitura tem déficit com o lixo. Tudo que arrecada o lixo não paga metade. O restante sai dos cofres da prefeitura, que poderia fazer outra coisa. E com isso daqui, ao contrário, nós vamos, além de preservar o ambiente, a prefeitura vai começar a fazer recurso para poder compensar a despesa que tem com o lixo. Então o lixo que era um produto que fazia com que a prefeitura gastasse mais e mais todos os anos, ele vai inverter essa lógica. O lixo vai sair de lixo para luxo, ou seja, vai transformar alguma coisa que não valia nada e vai passar a valer muita coisa, não só financeiramente, mas ambientalmente também”, informou.

Prefeito afirmou que o projeto vai ter render dinheiro para a prefeitura— Foto: ContilNet
A secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco, Flaviane Agustini Stedille, destacou que o modelo de gestão foi pensado para ser feito pela própria Prefeitura.
“É uma parceria entre várias secretarias. A Semeia é responsável pela gestão do equipamento, mas nós temos a SMCCI, que é a secretaria responsável pela coleta pública, então, a gente precisa trabalhar junto para poder avançar com essa política. A gente vai iniciar esse trabalho, o Acre Recicla, principalmente com as escolas, até conseguir expandir para um bairro e, quem sabe, logo chegar em todo o município de Rio Branco. Então, a gente precisa também dessa parceria com a secretaria municipal de educação para conseguir avançar”, disse.
Bocalom relembrou que secretarias não podem fazer negócio de compra e venda. “Quem vai fazer esse trabalho, assim que a Semeia adquirir os equipamentos, é a Emurb, porque ela é uma empresa pública que pode comprar e vender, coloca em parceria com a Emurb, e a partir da coleta pronta, vai-se todo o material lá para a indústria, que estará na Emurb, e ela vai gerenciar a indústria, fazer os produtos, comercializar, e com isso daí ela vai repassar os recursos, os lucros para o projeto de resíduos sólidos”, disse.
A secretária de Meio Ambiente destacou que há um prazo de 210 dias para instalação do serviço. “A partir do momento que ele está instalado, ele já pode começar a funcionar, a produzir. A gente tem esse período de instalação justamente para realizar todo o dever de casa aqui enquanto prefeitura, que é proporcionar esse ambiente pra que ele funcione, mobilizar nossos alunos, organizar o serviço de coleta com a SMCC e colocar em prática mesmo”, afirmou.
