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Esquerda reage a fala de Flávio Bolsonaro sobre “terras raras” nos EUA

Por Redação ContilNet

Esquerda reage a fala de Flávio Bolsonaro sobre "terras raras" nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL) discursou na CPAC, no Texas, defendendo o alinhamento total do Brasil com os interesses norte-americanos/ Foto: Reprodução

Uma tempestade política atravessou o continente neste fim de semana. O senador Flávio Bolsonaro (PL) incendiou o debate nacional ao declarar, durante o evento conservador CPAC, no Texas (EUA), que o Brasil deve ser a alternativa estratégica para que os Estados Unidos encerrem sua dependência comercial da China. O ponto central da discórdia é o setor de terras raras e minerais críticos, riquezas nas quais o território brasileiro é uma das maiores potências globais.

“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China”, afirmou o senador, que já é visto como um dos nomes da direita para a sucessão presidencial. Além da oferta mineral, Flávio subiu o tom ao pedir “pressão diplomática” estrangeira sobre as instituições brasileiras e acompanhamento internacional do processo eleitoral no país, o que foi interpretado por adversários como um ataque direto à soberania nacional.

Governo Federal reage em peso

As declarações foram recebidas com indignação pela base aliada do presidente Lula. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), foi incisivo ao afirmar que Flávio está “oferecendo o futuro do povo brasileiro a uma potência estrangeira em troca de apoio político”. Na mesma linha, a ministra Gleisi Hoffmann utilizou o termo “vendilhões da pátria” para se referir aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o deputado Lindbergh Farias (PT) chamou a postura de “submissão vergonhosa”.

O Tesouro em disputa

A polêmica não é pequena: as terras raras são 17 elementos químicos indispensáveis para fabricar desde smartphones e carros elétricos até turbinas eólicas e armamentos de precisão. Atualmente, o Brasil possui a segunda maior reserva do mundo, atrás apenas dos chineses. A proposta de Flávio Bolsonaro toca em uma ferida geopolítica sensível, sugerindo que o Brasil abra mão da neutralidade comercial para se tornar um fornecedor exclusivo de Washington.

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A crise diplomática interna ganha força com a proximidade das eleições, e o desabafo dos governistas sinaliza que o tema da soberania mineral será um dos grandes campos de batalha na corrida presidencial que se avizinha.

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