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Estados não aceitam proposta de Lula para reduzir ICMS sobre combustíveis

Por Redação ContilNet

Imagem: Pixabay

O braço de ferro entre o Governo Federal e as unidades da federação ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (18/3). Os estados brasileiros reagiram oficialmente ao pacote de medidas anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rejeitaram o pedido para a redução do ICMS sobre combustíveis.

Através do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), os governadores argumentam que a medida compromete serviços essenciais sem oferecer uma garantia real de alívio ao bolso do consumidor final.

De acordo com o portal InfoMoney, o Comsefaz sustenta que não há evidências de que reduções tributárias estaduais sejam integralmente repassadas às bombas. O órgão cita que, nos últimos três anos, enquanto o preço da gasolina caiu 16% nas refinarias, o valor subiu 27% nos postos, indicando que o benefício tende a ser absorvido pela cadeia de distribuição e revenda.

O Impacto nas Contas Públicas

A resistência dos estados baseia-se no impacto fiscal severo que novas desonerações causariam em um momento de reconstrução de políticas públicas.

Comparativo: União vs. Estados (Cenário 2026)

Confira as diferenças de capacidade fiscal levantadas pelo Comsefaz e publicadas pelo InfoMoney:

Fonte de Receita Impacto / Valor Dependência Fiscal
Dividendos Petrobras (União) Aprox. 50% da arrecadação total de ICMS/Diesel Baixa (Receitas Diversificadas)
ICMS sobre Combustíveis (Estados) 20% da arrecadação total estadual Alta (Fonte Essencial)
Impacto Acumulado (2022-2025) R$ 189 bilhões de perda Risco a Serviços Públicos
Modelo de Cobrança Atual Monofásica (Valor fixo por litro) Amortecedor de oscilações

O presidente Lula defende que a “boa vontade” dos governadores é necessária para evitar que a alta do petróleo chegue ao “prato de feijão” do brasileiro. Contudo, para os estados, a população arcaria com uma “dupla perda”: a falta de redução efetiva no preço e a supressão de verbas para hospitais e policiamento. O impasse sobre o ICMS sobre combustíveis deve seguir para mesas de negociação técnica, enquanto o mercado observa a volatilidade do petróleo e a eficácia das medidas federais já adotadas, como a zeragem de tributos da União sobre o diesel.

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