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EUA x Irã: confira o que marcou o 18º dia de guerra no Oriente Médio

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No 18º dia de guerra no Oriente Médio, Israel lançou ataques extensos contra Teerã nesta terça-feira (17), capital do Irã. Os bombardeios mataram Ali Larijani, chefe de Segurança Nacional iraniano, e Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij. As mortes foram confirmadas pelo governo iraniano.

Além disso, Israel continua concentrando ataques no Líbano, onde afirma combater o grupo extremista Hezbollah.

O porta-voz de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Thameen Al Kheetan, afirmou nesta terça que os ataques israelenses a infraestrutura civil e prédios residenciais no Líbano poderão ser considerados crimes de guerra e levantam sérias preocupações do ponto de vista do direito humanitário internacional.

Por sua vez, o Irã mantém bombardeios a outros países da região que possam ser vistos como aliados dos EUA ou de Israel. Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos nesta terça.

Os Emirados Árabes Unidos chegaram a fechar o espaço aéreo do país em função de ameaças de ataques. Também foi reportado um novo ataque à Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque.

Segundo o governo israelense, a capital Tel-Aviv e o norte do país foram alvos de ataques iranianos nesta terça.

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Outro fato relevante do dia foi a renúncia de Joe Kent, principal responsável por contraterrorismo nos Estados Unidos. “Eu não posso, em sã consciência, apoiar a atual guerra no Irã”, escreveu Kent em uma carta publicada no X. “O Irã não representava nenhuma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que começamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos.”

17 de março de 2026 – Míssil iraniano passa por cima de Jerusalém, em Israel. Foto: REUTERS/Ronen Zvulun

Números da guerra

  • 912 pessoas foram mortas no Líbano, sendo 111 crianças, segundo o Ministério da Saúde do país;
  • Outras 2.221 ficaram feridas nos ataques de Israel ao território libanês;
  • 200 especialistas em drones ucranianos estão atuando no Oriente Médio, informou o presidente Volodimir Zelenski;
  • A guerra no Oriente Médio pode levar 45 milhões de pessoas à fome aguda, segundo análise do Programa Mundial de Alimentos.

Trump esnoba Otan

A principal manifestação de Donald Trump nesta terça se referiu à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), da qual os EUA fazem parte. Após aliados do grupo se recusarem a cooperar para liberar o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã, Trump disse que não precisa do apoio.

“Não estou surpreso com a ação deles, porque sempre considerei a Otan como uma estrada de mão única – nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, principalmente em tempos de necessidade”, afirmou.

Repetindo o que vem dizendo, apesar de evidências em sentido contrário, Trump declarou que os Estados Unidos “ainda não estão prontos para deixar o Irã”, mas sairão em um futuro “bem próximo”.

O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, traçou um cenário positivo para os EUA ao dizer, em entrevista à CNBC, que petroleiros estão cruzando o Estreito de Ormuz e que as ações do Irã na região não prejudicaram a economia americana.

A plataforma de monitoramento MarineTraffic informou que 15 navios conseguiram transitar pelo Estreito de Ormuz nos últimos três dias. O site não detalhou qual seria o tráfego considerado normal.

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Irã recusa acordo

Uma autoridade iraniana disse à Reuters que o novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, rejeitou propostas para reduzir as tensões ou para um cessar-fogo com os Estados Unidos, que teriam sido transmitidas a Teerã por dois países intermediários.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conclamou Estados e instituições preocupados com a paz e a segurança no mundo a condenar os ataques israelenses e norte-americanos contra seu país.

Ele também disse ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que as interrupções no Estreito de Ormuz não podem ser tratadas de forma separada da guerra conduzida por EUA e Israel contra o Irã.

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O país ainda recuou da ideia de abandonar a Copa do Mundo de futebol, que acontece em junho e julho, tendo os EUA como uma das sedes. Teerã, porém, pediu à Fifa que os jogos da seleção iraniana sejam disputados no México, outro país-sede.

Fonte: InfoMoney

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