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13º dia de guerra entre EUA e Irã é marcado por novos ataques e aumento da tensão no Oriente Médio

Por InfoMoney

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EUA x Irã: veja o que marcou o 13º dia de guerra no Oriente Médio

Esta quinta-feira (12), o 13º dia de conflito no Oriente Médio, ficou marcado pelo primeiro pronunciamento público do novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Porém, ele não apareceu em video e sua fala foi lida por um porta-voz.

Em seu posicionamento, Khamenei agradeceu aos aliados, como Iêmen, Iraque e Hezbollah, e ameaçou abrir novas frentes de batalha caso os ataques ao Irã continuem. Ele também voltou a se dirigir aos líderes e autoridades de outros países da região – sem fornecer mais detalhes – e reiterou o desejo do Irã de manter “relações calorosas e construtivas” com os vizinhos.

Dada como morta no início do mês, a esposa de Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, pode estar viva. A imprensa local havia afirmado que ela tinha morrido dois dias depois de Khamenei, como consequência do mesmo ataque. No entanto, agora a mídia estatal iraniana diz que ela está viva e que a notícia inicial estava incorreta. Seu estado de saúde não foi informado.

E o Irã divulgou um video de animação feito por IA no qual usa uma referência ao filme “Divertidamente” para atacar Trump acusá-lo do bombardeio a uma escola primária. O video traz ainda uma referência à ligação de Trump com Jeffrey Epstein.

Já o americano falou sobre a participação do Irã na Copa do Mundo de Futebol. O país está classificado, mas o torneio acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá. “A seleção Iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança”, escreveu Trump em sua rede social a Truth.

A seleção iraniana rebateu a declaração, dizendo que ninguém pode excluí-los da Copa. O país, porém, decidiu não participar da competição.

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Ataques continuam de todos os ladosContrariando o que vem dizendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do poderio militar do Irã, o país lançou nesta quinta uma poderosa série de ataques a infraestrutura e transporte em países do Golfo. Nesse sentido, o líder do Conselho de Segurança do Irã, Ari Larijani, disse que se os EUA cortarem a energia do país, a Ásia Ocidental pode ficar no escuro.

Dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas e drones foram registrados voando em direção ao Kuwait, Iraque, Barein, Omã e Emirados Árabes Unidos – onde um prédio em Dubai foi atingido.

O Irã atacou ainda duas bases aéreas israelenses e, em ataque coordenado com o Hezbollah, lançou mísseis sobre Israel.

Israel, por sua vez, continua focando seus ataques ao Líbano, onde alega combater o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Nesta quinta, o país atacou o centro de Beirute, atingindo uma área onde civis deslocados estavam se abrigando em tendas. Ao menos oito pessoas morreram. Israel também emitiu um alerta para moradores de uma vila localizada a cerca de 64km de Beirute.

Nesta quinta, porém, o país também bombardeou Teerã em um ataque descrito como “extensivo”. Segundo as forças armadas israelenses, os alvos são a infraestrutura do regime iraniano. O país também afirmou ter atingido o programa nuclear iraniano.

Estreito de OrmuzA disputa de narrativas também é central no caso do Estreito de Ormuz. Enquanto Trump promete “grande segurança” para petroleiros e diz que os EUA vão escoltar navios para que passem pelo Estreito de Ormuz, mas o secretario de Energia norte-americano, Chris Wright, disse que o país ainda não pode fazer isso.

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Do lado do Irã também há um certo desencontro de informações. O líder supremo disse que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado, mas o governo do país disse que permitiu a passagem de navios de alguns países.

Como mencionado anteriormente, navios que trafegavam pela região foram atingidos, mas algumas embarcações ainda são registradas navegando pelo Estreito, em sua maioria os chamados “navios-fantasmas”, ou seja, que operam for a das regras.

Números da guerra Ao menos duas mil pessoas foram mortas na guerra até o momento; 1.100 crianças foram mortas ou feridas, de acordo com a Unicef; Até 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas no Irã por conta da guerra, informa a ONU; Ataques israelenses no Líbano mataram pelo menos 634 pessoas e feriram 1.586 em menos de 10 dias; Mais de 816 mil famílias estão deslocadas no Líbano; Cerca de 20 mil pessoas, entre marinheiros, trabalhadores portuários, tripulações offshore e passageiros, permanecem presas no Golfo Pérsico, segundo a OMI (Organização Marítima Internacional) Primeira semana de guerra custou US$ 11,3 bilhões aos Estados Unidos, segundo informou o Pentágono ao Congresso. Manifestações israelensesO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta que está “esmagando” o regime iraniano e o Hezbollah. Ele não descartou um ataque direcionado ao novo líder supremo do Irã, conclamou os iraniano a irem às ruas contra o regime e disse que o Hezbollah pode sentir ainda mais a “força do braço israelense”.

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O ministro da Defesa israelense, Israel Kats, também falou sobre o grupo libanês e ameaçou uma invasão ao país. “Avisei o presidente do Líbano que, se o governo libanês não souber como controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e atire contra Israel, nós mesmos tomaremos o território e faremos isso”, disse Katz ao jornal The Times of Israel.

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