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EUA x Irã: veja o que marcou o 7º dia de guerra no Oriente Médio

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EUA x Irã: veja o que marcou o 7º dia de guerra no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio completa uma semana nesta sexta-feira (6) e não há sinal de arrefecimento dos ataques. Pelo contrário, autoridades americanas e israelenses prometem intensificar os bombardeios.

Nesta sexta, Israel bombardeou Teerã, capital do Irã, e Beirute, capital do Líbano. Por sua vez, o Irã realizou ataques ao Curdistão iraquiano e a áreas residenciais do Bahrein.

Também nesta sexta, o jornal americano The Washington Post revelou que a Rússia está fornecendo informações ao Irã para que o país ataque forças americanas no Oriente Médio.

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Já o Joint Maritime Information Center (JMIC), grupo multinacional de monitoramento naval focado no Oriente Médio, informou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz entrou em uma pausa quase total, sem registros de transporte de petróleo nas últimas 24 horas.

Números da guerra: Ao menos 1.332 civis iranianos já morreram na guerra, segundo dados da ONU; 100 mil libaneses deixaram suas casas e estão em abrigos após alertas israelenses de ataques, segundo a ONU; 50 jatos lançaram cerca de 100 bombas em Teerã nesta noite, de acordo com as Forças Armadas de Israel; 15 mil passageiros e 20 mil marinheiros de cruzeiros estão presos na região do Golfo por causa da guerra. Israel reforça promessa de ataquesNovamente, autoridades israelenses falaram em uma “nova fase” da guerra. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que têm “movimentos adicionais surpreendentes” planejados.

O IDF também disse que destruiu o bunker subterrâneo de Ali Khamenei, que continuava sendo usado por autoridades iranianas após a morte do líder supremo.

EUA nega possibilidade de acordoEm linha com o que alertou Israel, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os ataques ao Irã vão “aumentar dramaticamente”.

Donald Trump falou sobre a possibilidade de uma negociação com o Irã e afirmou que não há nenhuma chance de acordo que não seja uma “rendição incondicional”. Na noite de quinta, Trump já havia dito que os EUA eliminaram as forças aéreas e marítimas do Irã e pediu que o país se renda.

Irã ameaça EuropaContrariando a posição de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse pela primeira vez que alguns países começaram um esforço de mediação para encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo ele, Catar, Turquia, Egito e Omã se ofereceram para mediar a conversa com os Estados Unidos e Israel.

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“Estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação. A mediação deve abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram este conflito”, escreveu Pezeshkian no X.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã também alertou que países europeus que se envolverem no conflito se tornarão “alvos legítimos para a retaliação iraniana”.

Líbano e Rússia se pronunciamO primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta sexta que seu país foi arrastado para uma guerra que “não escolheu ou buscou”. Em reunião com outros líderes árabes, ele afirmou que “uma catástrofe humanitária está se aproximando”.

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O Kremlin informou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou com o presidente do Irã por telefone e que os dois concordaram em manter contato.

ONU se manifesta em meio a críticas de inaçãoNesta sexta, oficiais da ONU também se manifestaram sobre a guerra, em meio a questionamentos sobre a eficácia do sistema internacional.

O secretário-geral, António Guterres, afirmou que “a situação não poderia ser mais grave”. Em uma publicação no X, Guterres alertou que o conflito pode sair de controle e instou chefes de Estado a pararem os ataques e iniciarem negociações.

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Outro oficial da ONU a se pronunciar foi o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, que chamou atenção para a violação do direito internacional causada pelos ataques israelenses no Líbano. “O Líbano está se tornando um ponto crítico de tensão”, disse Türk.

Já o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, acusou Israel e os Estados Unidos de crimes de guerra. “[Eles] demonstraram que não reconhecem nenhum limite na prática de seus crimes”.

Ele instou o Conselho de Segurança da ONU a agir para barrar os ataques: “Esses atos constituem claros crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A omissão terá consequências catastróficas. Hoje é o Irã. Amanhã poderá ser qualquer Estado-membro [da ONU]”.

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